O
prefeito de Agrestina, Thiago Nunes (PMDB), um
secretário que não teve o nome revelado e mais seis pessoas, foram indiciados
por frustração de caráter competitivo de licitação, fraude na contratação,
corrupção ativa e passiva e crime de responsabilidade, cujas penas somadas
ultrapassam os 30 anos reclusão. Os indiciamentos são resultado da Operação "Cosa Nostra", realizada nesta quarta-feira (15) pela Polícia Federal.
Segundo
a PF, em entrevista coletiva hoje em Caruaru, a investigação teve início após a
denúncia de um vereador de Agrestina, que não teve o nome divulgado.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, após o início do primeiro mandato de
Thiago Nunes, em janeiro de 2013, empresas de fachada – em nome de laranjas -
começaram a ganhar licitações para a realização de diversas obras e serviços na
cidade, como uma UPA e escolas.
O
corregedor da Polícia Federal, Alexandre Lucena, disse que uma das empresas
conseguiu atingir o valor de R$ 8 milhões em contratos, com apenas três meses
de atuação. “O secretário da pasta de Articulação Política criou cinco empresas
para concorrer em licitações em dez cidades do Agreste. Além de ser dono de uma
delas, ele usou familiares como laranjas em outras empresas, que recebiam um
valor fixo por mês para ceder o nome”, disse o corregedor.
O
prefeito Thiago Nunes disse em nota a imprensa que sempre agiu dentro da lei e
nunca causou prejuízos aos cofres públicos. Disse que os serviços seguem dentro da normalidade.
Além
de Agrestina, a Polícia Federal também realizou investigação nas cidades de
Panelas, Jurema, Água Preta, Lagoa dos Gatos, Bom Conselho, Jupi, Iati, Riacho
das Almas e Angelim. Não está comprovada até o momento a participação das
gestões municipais desses municípios no esquema.
Foram
cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Agrestina (3), Caruaru
(6), Garanhuns (7) e São João (1), locais onde existiam sedes das empresas
envolvidas.

