Coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime
Organizado (DRACO), a operação teve como principal alvo um investigado
conhecido como “Chocó”, natural de Cajazeiras, apontado como líder da
organização criminosa. Ele foi preso na cidade de São Paulo, em ação integrada
com forças policiais paulistas.
Segundo as investigações, o suspeito atuaria como
elo direto com a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), funcionando como
principal articulador da distribuição de entorpecentes para os estados da
Paraíba, Pernambuco e Ceará.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo teria
movimentado aproximadamente R$ 500 milhões desde 2023. A estrutura criminosa
operava com um sistema sofisticado de lavagem de dinheiro, buscando reinserir
recursos ilícitos na economia formal por meio de empresas de fachada e
participação em contratos públicos, especialmente nas áreas de esgotamento
sanitário e coleta de resíduos.
Por determinação judicial, foram bloqueados R$
104,8 milhões em contas bancárias vinculadas a 199 investigados. Além disso, a
operação resultou em mais de R$ 100 milhões em prejuízo direto ao grupo
criminoso, considerando apreensões e sequestro de bens.
Ao todo, foram expedidos 44 mandados de prisão
cumpridos em cinco estados.
As investigações revelaram que a organização
operava com base em três frentes principais: logística interestadual para
transporte de drogas, controle do varejo por meio de pontos de venda e uma
engrenagem financeira voltada à lavagem de capitais.
Embora a prisão do líder tenha ocorrido em São
Paulo, o “coração” da organização funcionaria em cidades do Alto Sertão
paraibano, como Cajazeiras, Pombal e Sousa, onde diversas prisões foram
efetuadas ainda nas primeiras horas da manhã.
A estratégia central da Operação Argos foi atingir o fluxo financeiro do grupo — medida definida pelas autoridades como “asfixia econômica”, buscando enfraquecer a sustentação estrutural do esquema criminoso.
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