De
acordo com as investigações, o grupo criava vínculos empregatícios fictícios em
sistemas oficiais do governo federal, permitindo que pessoas sem qualquer
direito passassem a receber benefícios previdenciários como se fossem seguradas
regulares. A fraude envolvia a inserção de informações falsas que simulavam
relações de trabalho inexistentes.
A
operação mobilizou 32 policiais federais e resultou no cumprimento de seis
mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão. As ações ocorreram
nas cidades de São Luís, Barreirinhas e Tutóia, além de Parnaíba. As ordens
judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do
Maranhão.
Segundo
a Polícia Federal, esta fase da investigação é um desdobramento de apurações
anteriores que já haviam identificado a atuação de uma rede criminosa
estruturada. Agora, o foco recai sobre intermediários responsáveis por captar
interessados no esquema, além de suspeitos diretamente envolvidos na inserção
dos dados fraudulentos nos sistemas.
A
Justiça também autorizou medidas cautelares como a quebra de sigilos bancário e
fiscal dos investigados, além do bloqueio de bens e valores, com o objetivo de
ressarcir parte dos prejuízos causados ao erário.
Até
o momento, pelo menos 50 benefícios irregulares já foram identificados. No
entanto, a Polícia Federal não descarta a possibilidade de que o número seja
ainda maior, o que pode ampliar significativamente o impacto financeiro da
fraude.
Caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documentos públicos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. As investigações seguem em andamento.
👉 Acompanhe mais notícias
e curta nossas redes sociais:













