O
Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução
gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas. O texto recebeu 75 votos
favoráveis e um contrário tanto no primeiro quanto no segundo turno de votação.
A
proposta foi analisada após cinco sessões de discussão, conforme previsto no
regimento da Casa. Para viabilizar as duas votações no mesmo dia, o governo
apresentou um requerimento de calendário especial, que acelerou a tramitação da
matéria.
A
votação ocorreu em meio a divergências entre governistas e oposição sobre o
momento de apreciação da PEC. Parlamentares oposicionistas defenderam o
adiamento da análise para depois das eleições. Na semana passada, o senador
Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio
Bolsonaro, classificou a discussão neste período como “oportunista” e
“eleitoreira”.
Após
criticar a PEC durante a campanha eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
declarou, na terça-feira (13), que votaria favoravelmente ao texto. Segundo
ele, a posição considera o apoio dos trabalhadores brasileiros ao fim da escala
6x1.
Durante
a votação, o PL liberou seus integrantes para votar conforme suas posições.
Flávio, porém, passou parte da discussão sem registrar presença. Rogério
Marinho, Ciro Nogueira (PP-PI) e Márcio Bittar (PL-AC) também não registraram
presença. No primeiro turno, Sergio Moro (PL-PR) registrou presença, mas não
votou, enquanto Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único senador a votar
contra a proposta.
A
aprovação em dois turnos representa uma etapa importante da tramitação da PEC,
que chegou ao Senado cinco meses antes da votação. A discussão sobre a jornada
de trabalho também ganhou espaço no debate eleitoral, especialmente diante das
diferentes propostas apresentadas por governistas e oposicionistas.
Uma
alternativa defendida por Rogério Marinho prevê maior flexibilidade na jornada,
com possibilidade de negociação entre empregado e empregador sobre as horas
trabalhadas.
O avanço da proposta no Senado, contudo, não significa que as mudanças já estejam em vigor. A continuidade da tramitação e o cumprimento das etapas constitucionais necessárias serão determinantes para definir se e como as novas regras poderão ser aplicadas aos trabalhadores brasileiros.
👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:


Nenhum comentário:
Postar um comentário