O
setor sucroenergético é o mais impactado. Segundo o presidente do
Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, as usinas pernambucanas podem perder entre R$ 180
milhões e R$ 200 milhões, já que a tributação sobre o açúcar pode chegar a 37,5%,
considerando a nova sobretaxa e outros impostos americanos.
Além
das perdas financeiras, o setor teme impactos sobre a renda de mais de 22 mil
pequenos e médios fornecedores de cana da Zona da Mata. Apesar disso, a
expectativa é que as exportações sejam redirecionadas para mercados da Europa,
África e Ásia, reduzindo os efeitos da medida.
De
acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), cerca de
60% da pauta exportadora pernambucana para os Estados Unidos foi atingida pelas
novas tarifas. Entre os produtos afetados estão as uvas do Vale do São
Francisco e as chapas de plástico PET produzidas em Suape, enquanto itens como
coque de petróleo, mangas, pescados e querosene de aviação ficaram isentos.
A
Fiepe afirma que não há risco de paralisação das operações portuárias, mas
defende medidas para reduzir os impactos, como linhas de crédito emergenciais,
renegociação de dívidas e negociação diplomática entre os governos brasileiro e
norte-americano para rever as tarifas.
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