sábado, 11 de julho de 2026

Raquel Lyra dá ultimato à Federação União Progressista e exige definição sobre candidatura ao Senado até este sábado

              A composição da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra para as eleições de 2026 entrou em uma fase decisiva. A chefe do Executivo estadual estabeleceu o sábado (11) como prazo final para que a Federação União Progressista (União Brasil e Progressistas) defina quem ocupará a vaga destinada ao grupo na disputa pelo Senado Federal.

A decisão foi comunicada aos dois principais postulantes ao espaço: o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do Progressistas, e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, que comanda o União Brasil em Pernambuco.

Segundo fontes ligadas ao Palácio do Campo das Princesas, o prazo foi definido durante reuniões reservadas realizadas na noite da última quinta-feira (9). A governadora recebeu separadamente Miguel Coelho e, em seguida, Eduardo da Fonte para tratar da formação da chapa governista.

Nos bastidores, Raquel Lyra teria reafirmado sua preferência pelo nome de Miguel Coelho para disputar o Senado ao seu lado. Conforme interlocutores, a governadora sinalizou que estaria disposta até a abrir mão de vantagens políticas, como o tempo de televisão da federação, para manter o ex-prefeito de Petrolina na composição.

O posicionamento também teria sido apresentado durante encontro realizado na última segunda-feira, em Brasília, com os presidentes nacionais da Federação União Progressista, Antônio de Rueda e Ciro Nogueira.

Na ocasião, Raquel teria argumentado que ofereceu espaço político a Eduardo da Fonte em duas oportunidades anteriores, sem sucesso. Outro fator considerado relevante foi a abertura de diálogo do parlamentar com o principal adversário político da governadora, o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos.

Enquanto a disputa pela indicação da Federação União Progressista segue indefinida, a outra vaga ao Senado na chapa governista já está reservada para o deputado federal Túlio Gadêlha, que deixou a Rede Sustentabilidade para ingressar no PSD e integrar oficialmente o projeto de reeleição da governadora.

Inicialmente, o presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, havia solicitado mais tempo para construir um entendimento entre PP e União Brasil. O prazo expirou sem consenso, levando Raquel Lyra a estabelecer uma data definitiva para a decisão.

Nos bastidores da política pernambucana, a expectativa é que a definição da Federação União Progressista influencie diretamente os próximos movimentos das alianças estaduais, consolidando o desenho da disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026. 

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