A
decisão foi comunicada aos dois principais postulantes ao espaço: o deputado
federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do Progressistas, e o ex-prefeito
de Petrolina Miguel Coelho, que comanda o União Brasil em Pernambuco.
Segundo
fontes ligadas ao Palácio do Campo das Princesas, o prazo foi definido durante
reuniões reservadas realizadas na noite da última quinta-feira (9). A
governadora recebeu separadamente Miguel Coelho e, em seguida, Eduardo da Fonte
para tratar da formação da chapa governista.
Nos
bastidores, Raquel Lyra teria reafirmado sua preferência pelo nome de Miguel
Coelho para disputar o Senado ao seu lado. Conforme interlocutores, a
governadora sinalizou que estaria disposta até a abrir mão de vantagens
políticas, como o tempo de televisão da federação, para manter o ex-prefeito de
Petrolina na composição.
O
posicionamento também teria sido apresentado durante encontro realizado na
última segunda-feira, em Brasília, com os presidentes nacionais da Federação
União Progressista, Antônio de Rueda e Ciro Nogueira.
Na
ocasião, Raquel teria argumentado que ofereceu espaço político a Eduardo da
Fonte em duas oportunidades anteriores, sem sucesso. Outro fator considerado
relevante foi a abertura de diálogo do parlamentar com o principal adversário
político da governadora, o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos.
Enquanto
a disputa pela indicação da Federação União Progressista segue indefinida, a
outra vaga ao Senado na chapa governista já está reservada para o deputado
federal Túlio Gadêlha, que deixou a Rede Sustentabilidade para ingressar no PSD
e integrar oficialmente o projeto de reeleição da governadora.
Inicialmente,
o presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, havia solicitado mais
tempo para construir um entendimento entre PP e União Brasil. O prazo expirou
sem consenso, levando Raquel Lyra a estabelecer uma data definitiva para a
decisão.
Nos bastidores da política pernambucana, a expectativa é que a definição da Federação União Progressista influencie diretamente os próximos movimentos das alianças estaduais, consolidando o desenho da disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026.
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