sexta-feira, 24 de julho de 2026

Moradores de Casa Amarela protestam contra encerramento de unidade do Bradesco em Recife

            A redução do atendimento presencial nas agências bancárias continua avançando em Pernambuco e em todo o país. Nesta sexta-feira (24), moradores do bairro de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, realizam um ato público em protesto contra o fechamento da agência do Bradesco que funcionava na região há mais de cinco décadas.

A mobilização, marcada para as 8h, foi organizada pela Frente de Lideranças Comunitárias de Pernambuco, com apoio do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, e denuncia os impactos do encerramento da unidade para a população e para a economia local.

Segundo dados do Banco Central e dos balanços das instituições financeiras, apenas em 2025 os bancos Bradesco, Santander e Itaú fecharam 1.388 agências e eliminaram 11.447 postos de trabalho em todo o Brasil. Em Pernambuco, 24 agências bancárias deixaram de funcionar nos últimos dois anos.

Na última década, o número de agências físicas caiu cerca de 37% no país, impulsionado pela expansão dos serviços digitais, redução de custos operacionais e crescimento dos bancos digitais. Atualmente, quase metade dos municípios brasileiros já não possui atendimento bancário presencial.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Fabiano Moura, o fechamento da unidade de Casa Amarela representa mais um passo no processo de redução da presença física dos bancos e traz prejuízos principalmente para idosos, aposentados, pequenos comerciantes e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Com o encerramento das atividades, os clientes da agência serão transferidos para a unidade da Encruzilhada, localizada a aproximadamente cinco quilômetros de distância, o que, segundo o sindicato, deve aumentar a sobrecarga no atendimento e dificultar o acesso aos serviços bancários.

Além dos transtornos para os correntistas, a entidade destaca que o fechamento de agências também afeta diretamente o comércio do entorno, reduz a circulação de consumidores e enfraquece a atividade econômica dos bairros.

O protesto busca chamar a atenção das instituições financeiras e das autoridades para os impactos sociais e econômicos da redução contínua da rede física de atendimento bancário, especialmente em regiões com grande concentração populacional e intensa atividade comercial. 

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