No
centro do tabuleiro estadual estão os dois principais nomes na disputa pelo
governo: a atual governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João
Campos (PSB).
A
rivalidade política entre os dois postulantes já se reflete na escolha das
datas. Tanto o PSB quanto o PSD marcaram suas convenções para os mesmos dias: 1
e 2 de agosto. A estratégia busca demonstrar força, consolidar alianças e medir
o engajamento da militância na capital pernambucana.
Enquanto
o PSB de João Campos consolidará suas escolhas eleitorais no Clube
Internacional, no bairro da Madalena, o PSD de Raquel Lyra utilizará o Clube
Português, na área central do Recife, para a divulgação de sua chapa
majoritária.
Apesar
da coincidência de datas, a dinâmica dos eventos será diferente. João Campos
deve concentrar sua participação no primeiro dia da reunião partidária
estadual. Isso porque, no dia 2 de agosto, o socialista tem presença confirmada
em São Paulo, no evento de homologação da candidatura à reeleição do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o adversário fora do estado, Raquel Lyra
terá os holofotes locais voltados para si ao subir no palanque da convenção
pessedista no domingo (2).
O movimento estratégico nas convenções ocorre em um momento de empate técnico e alternância de liderança nas pesquisas de intenção de voto, confirmando a polarização no estado. Levantamento do Datafolha divulgado em maio apontou Raquel Lyra com 48% das intenções de voto contra 43% de João Campos no primeiro turno. Já uma pesquisa da Quaest, realizada em abril, mostrava Campos à frente com 42%, ante 34% da atual governadora.
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