Governadora afirma que nunca
utilizou a estrutura do Estado para perseguir adversários e diz confiar na
atuação das forças de segurança
A governadora de Pernambuco,
Raquel Lyra (PSD), negou as acusações de que teria coordenado uma suposta rede
de espionagem contra adversários políticos ou utilizado a Polícia Civil para
perseguição eleitoral. As declarações foram dadas durante entrevista ao
programa Frente a Frente, em sabatina promovida conjuntamente pelo UOL e pela Folha
de São Paulo.
Ao comentar as denúncias,
Raquel classificou as acusações como falsas e afirmou que sua trajetória na
administração pública demonstra compromisso com o fortalecimento das
instituições.
"Não é verdade.
Tenho trabalhado para o fortalecimento institucional. Estamos fortalecendo o
sistema de segurança pública em Pernambuco, mas eu não sou dona dele. A gente
tem uma polícia séria, comprometida",
declarou.
A governadora destacou os
investimentos realizados em sua gestão para modernizar a estrutura da Polícia
Civil, citando a aquisição de equipamentos, melhoria da infraestrutura das
delegacias e implantação de novas tecnologias de investigação.
Segundo Raquel, Pernambuco
passou a contar com sistemas próprios de inteligência policial, além da criação
de um laboratório de combate à lavagem de dinheiro e do fortalecimento da
formação dos profissionais da segurança pública.
Ela também ressaltou que
realizou o primeiro concurso para a Polícia Civil de sua gestão e afirmou que a
atuação dos agentes ocorre dentro da autonomia prevista em lei.
"Hoje os
sistemas que a gente pedia emprestado da Polícia Federal, o Estado de
Pernambuco tem. Temos laboratório de combate à lavagem de dinheiro, escola de
inteligência policial e formação policial de mais alto nível. Fizemos a
nomeação da polícia no ano passado e, mesmo para esses que nomeei, não sou dona
deles", afirmou.
Raquel Lyra disse ainda que
o Governo do Estado prestará todos os esclarecimentos necessários sobre o caso
e reafirmou sua confiança na atuação da Polícia Civil.
"Tenho convicção
de que a polícia, pela confiança que ela tem, agiu dentro do estrito
cumprimento do dever legal e dos protocolos de investigação do Estado. Tenho a
certeza de que não é verdade qualquer alegação de que estou utilizando o Estado
para perseguir quem quer que seja",
concluiu.
As declarações ocorrem em meio ao debate político estadual e às investigações que envolvem o tema, assunto que tem repercutido no cenário político pernambucano.
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