terça-feira, 30 de junho de 2026

Raquel Lyra nega acusações de espionagem política e defende atuação da Polícia Civil de Pernambuco

Governadora afirma que nunca utilizou a estrutura do Estado para perseguir adversários e diz confiar na atuação das forças de segurança

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), negou as acusações de que teria coordenado uma suposta rede de espionagem contra adversários políticos ou utilizado a Polícia Civil para perseguição eleitoral. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Frente a Frente, em sabatina promovida conjuntamente pelo UOL e pela Folha de São Paulo.

Ao comentar as denúncias, Raquel classificou as acusações como falsas e afirmou que sua trajetória na administração pública demonstra compromisso com o fortalecimento das instituições.

"Não é verdade. Tenho trabalhado para o fortalecimento institucional. Estamos fortalecendo o sistema de segurança pública em Pernambuco, mas eu não sou dona dele. A gente tem uma polícia séria, comprometida", declarou.

A governadora destacou os investimentos realizados em sua gestão para modernizar a estrutura da Polícia Civil, citando a aquisição de equipamentos, melhoria da infraestrutura das delegacias e implantação de novas tecnologias de investigação.

Segundo Raquel, Pernambuco passou a contar com sistemas próprios de inteligência policial, além da criação de um laboratório de combate à lavagem de dinheiro e do fortalecimento da formação dos profissionais da segurança pública.

Ela também ressaltou que realizou o primeiro concurso para a Polícia Civil de sua gestão e afirmou que a atuação dos agentes ocorre dentro da autonomia prevista em lei.

"Hoje os sistemas que a gente pedia emprestado da Polícia Federal, o Estado de Pernambuco tem. Temos laboratório de combate à lavagem de dinheiro, escola de inteligência policial e formação policial de mais alto nível. Fizemos a nomeação da polícia no ano passado e, mesmo para esses que nomeei, não sou dona deles", afirmou.

Raquel Lyra disse ainda que o Governo do Estado prestará todos os esclarecimentos necessários sobre o caso e reafirmou sua confiança na atuação da Polícia Civil.

"Tenho convicção de que a polícia, pela confiança que ela tem, agiu dentro do estrito cumprimento do dever legal e dos protocolos de investigação do Estado. Tenho a certeza de que não é verdade qualquer alegação de que estou utilizando o Estado para perseguir quem quer que seja", concluiu.

As declarações ocorrem em meio ao debate político estadual e às investigações que envolvem o tema, assunto que tem repercutido no cenário político pernambucano. 

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