Entre os alvos das
diligências está o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado Federal. Segundo a investigação,
o parlamentar teria atuado em pelo menos três frentes consideradas estratégicas
para os interesses do Banco Master.
De acordo com a Polícia
Federal, as ações envolveriam propostas para ampliação do crédito consignado,
iniciativas voltadas ao aumento da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos
(FGC) e o acompanhamento das tratativas relacionadas à tentativa de venda do
Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
Os investigadores apontam
que essas medidas poderiam beneficiar diretamente a instituição financeira e
estariam inseridas no contexto das apurações sobre um suposto esquema comandado
pelo empresário Daniel Vorcaro.
Durante a operação, agentes
apreenderam cerca de US$ 49 mil, equivalente a aproximadamente R$ 252 mil, em
um imóvel ligado ao senador. Até o momento, a defesa de Jaques Wagner não se
manifestou sobre a operação. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
A investigação também aponta
que o senador manteve interlocução com o empresário Augusto Ferreira Lima,
ex-sócio de Daniel Vorcaro, acerca de propostas legislativas e iniciativas
parlamentares que poderiam favorecer os interesses do Banco Master.
Augusto Lima, que já havia
sido alvo da primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro, voltou a
ser alvo de medidas cautelares nesta nova etapa. Mandados de busca e apreensão
foram cumpridos em endereços ligados ao empresário na Bahia, em São Paulo e no
Distrito Federal.
Por meio de nota, a defesa
de Augusto Lima classificou as buscas como "desnecessárias".
A Operação Compliance Zero segue em andamento e busca aprofundar a apuração sobre a relação entre agentes públicos e interesses privados vinculados ao Banco Master.
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