Projeto apresentado na
Câmara Federal elimina critérios de renda e busca garantir mais inclusão social
e acesso a direitos
Uma proposta apresentada
pelo deputado federal Eduardo da Fonte pode representar uma mudança
significativa na política de assistência social voltada às pessoas com
deficiência (PCD) e às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em todo
o país.
Por meio do Projeto de Lei
nº 4.093/2023, o parlamentar pernambucano propõe ampliar o acesso ao Benefício
de Prestação Continuada (BPC) e ao Auxílio-Inclusão, eliminando as restrições
relacionadas à renda familiar e à remuneração atualmente exigidas para a
concessão dos benefícios.
A iniciativa busca atender
uma realidade enfrentada por milhares de famílias brasileiras que, apesar de
ultrapassarem os limites de renda estabelecidos pela legislação atual,
continuam convivendo com elevados custos relacionados a tratamentos médicos, terapias,
acompanhamento especializado, medicamentos, transporte e inclusão social.
Segundo Eduardo da Fonte, os
critérios atualmente em vigor acabam excluindo pessoas que necessitam do
suporte financeiro do Estado, mas que deixam de ter acesso aos benefícios por
ultrapassarem, ainda que minimamente, os limites estabelecidos pela legislação.
“O objetivo é
corrigir uma injustiça que afeta milhares de famílias que enfrentam despesas
permanentes para garantir qualidade de vida e inclusão às pessoas com
deficiência e aos autistas”, defende o parlamentar.
Outro ponto considerado
relevante na proposta é a ampliação do Auxílio-Inclusão. O texto prevê que o
benefício possa ser mantido independentemente do valor da remuneração recebida
pelo trabalhador beneficiário.
Na prática, a medida busca
estimular a inserção das pessoas com deficiência e autistas no mercado de
trabalho formal sem que isso represente a perda automática do apoio financeiro
oferecido pelo programa social.
Especialistas na área de
inclusão social frequentemente apontam que o receio de perder benefícios
assistenciais pode funcionar como uma barreira para o ingresso ou permanência
dessas pessoas no mercado de trabalho. A proposta pretende enfrentar justamente
esse desafio.
Para garantir o
financiamento da ampliação dos benefícios, o projeto estabelece como fonte de
custeio o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) aplicada
às instituições financeiras.
O Projeto de Lei 4.093/2023
ainda tramita na Câmara dos Deputados e aguarda a designação de relator na
Comissão de Finanças e Tributação (CFT), etapa fundamental para a análise do
impacto orçamentário e financeiro da medida.
Caso avance no Congresso Nacional, a proposta poderá ampliar significativamente o alcance das políticas públicas voltadas à inclusão e proteção social de pessoas com deficiência e pessoas com Transtorno do Espectro Autista em todo o Brasil.
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