quinta-feira, 4 de junho de 2026

Polícia Civil prende vereador e mais dois suspeitos por envolvimento na morte de ex-vereador de Alagoinha

Investigação aponta disputa por vaga na Câmara Municipal como principal motivação do crime que chocou o Agreste pernambucano

         A Polícia Civil de Pernambuco deu um importante passo na elucidação do assassinato do ex-vereador de Alagoinha, Ezio Galindo Cordeiro, conhecido popularmente como “Ezinho Construção”, ao cumprir, na quarta-feira (3), mandados de prisão contra três suspeitos de participação no crime ocorrido em abril deste ano.

Entre os detidos estão o vereador Marcos André dos Santos, conhecido como Marcos de Esmeralda, a esposa dele, Roseni Patricia de Moraes, e Ruben Nelson Alves de Oliveira.

O caso, que provocou grande repercussão política e social em Alagoinha e em toda a região do Agreste, está em fase final de investigação. Segundo a Polícia Civil, a principal linha investigativa aponta para um possível crime motivado por interesses políticos.

De acordo com as apurações, Marcos de Esmeralda é investigado como suposto mandante do homicídio. A suspeita levantada pelos investigadores é que o parlamentar teria interesse direto na vaga ocupada por Ezinho na Câmara Municipal.

Na época do assassinato, Ezinho exercia mandato de vereador, enquanto Marcos ocupava a condição de primeiro suplente da legenda. Com a morte do parlamentar, a vaga passou a ser ocupada pelo suplente, circunstância que se tornou um dos principais focos da investigação.

“A hipótese com que nós trabalhamos é que ele tenha mandado matar Ezinho para assumir o cargo de vereador em Alagoinha. Ezinho era vereador e ele era o primeiro suplente”, afirmou o delegado Walkis Pacheco, responsável pelas investigações.

A Polícia Civil informou que o inquérito encontra-se em fase avançada e que novas informações poderão ser divulgadas após a conclusão dos procedimentos investigativos.

Até o momento, as prisões representam uma etapa importante do trabalho policial, mas a responsabilidade criminal dos investigados ainda será analisada pela Justiça. Os suspeitos têm direito à ampla defesa e ao contraditório durante todo o processo judicial.

O caso segue sendo acompanhado com atenção pela população de Alagoinha, especialmente por envolver uma possível motivação política para um crime que abalou o cenário institucional do município. 

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