domingo, 24 de maio de 2026

TJPE define nesta segunda nova desembargadora da Corte estadual

                O Tribunal de Justiça de Pernambuco realiza nesta segunda-feira (25), no Recife, a sessão que definirá a nova desembargadora da Corte estadual. A vaga foi aberta após a aposentadoria voluntária do desembargador Antenor Cardoso Soares Júnior e será preenchida pelo critério de merecimento feminino.

Disputam a promoção ao segundo grau da magistratura as juízas Fernanda Moura de Carvalho, Maria Thereza Paes de Sá Machado e Virgínia Gondim Dantas, todas com trajetória consolidada no Judiciário pernambucano.

A escolha acontecerá durante sessão presencial do Tribunal Pleno, no Palácio da Justiça, sede do TJPE, sob relatoria do corregedor-geral da Justiça, desembargador Alexandre Guedes Alcoforado Assunção. A convocação oficial da sessão foi assinada pelo presidente da Corte, desembargador Francisco Bandeira de Mello.

A definição movimenta os bastidores do Judiciário pernambucano por envolver uma das posições mais estratégicas da magistratura estadual. O cargo de desembargadora representa o ingresso no segundo grau do tribunal, responsável pelo julgamento de recursos e ações de maior complexidade jurídica.

Além da renovação interna da Corte, a escolha ocorre em meio ao debate nacional sobre a ampliação da participação feminina nos tribunais brasileiros. Nos últimos anos, o Judiciário tem intensificado medidas voltadas à promoção da representatividade feminina em cargos historicamente ocupados majoritariamente por homens.

No caso do TJPE, a vaga será preenchida por meio do critério de merecimento feminino, mecanismo criado para estimular maior presença de magistradas na composição do segundo grau da Justiça estadual.

Atualmente, o tribunal ainda possui predominância masculina entre os desembargadores, cenário que vem sendo alvo de discussões em diferentes instâncias do sistema de Justiça brasileiro.

Segundo informações do TJPE, as três magistradas inscritas possuem carreiras reconhecidas dentro da instituição e a expectativa é de que a escolha também tenha reflexos futuros na composição administrativa e jurisdicional da Corte.

A definição da nova desembargadora ocorre em um momento de renovação institucional do Judiciário pernambucano, marcado pelo início da gestão da nova Mesa Diretora do tribunal para o biênio 2026/2028, presidida pelo desembargador Francisco Bandeira de Mello. 

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