quarta-feira, 27 de maio de 2026

Secretária de Saúde rebate oposição sobre leitos e investimentos em Pernambuco; Diogo reage

              A secretária estadual de Saúde de Pernambuco, Zilda Cavalcanti, respondeu nesta quarta-feira (27) às críticas feitas por deputados da oposição sobre suposta redução de investimentos e fechamento de leitos na rede pública estadual. Durante pronunciamento, a gestora contestou os números apresentados por parlamentares do PSB e afirmou que o Governo do Estado mantém transparência total nos dados da saúde pública.

As declarações ocorreram um dia após os deputados estaduais Sileno Guedes, Rodrigo Farias, Diogo Moraes e Eriberto Filho, todos do PSB, realizarem coletiva de imprensa na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), apontando uma suposta redução de R$ 1,5 bilhão nos investimentos em saúde e o fechamento de 226 leitos entre dezembro de 2022 e dezembro de 2025.

Ao rebater as acusações, Zilda Cavalcanti afirmou que os números apresentados não refletem a realidade da rede estadual.

“Eu precisaria que eles expressassem onde é que esses 200 e poucos leitos diminuíram. Não foi esclarecido. Trabalhamos com transparência e dizemos a verdade”, declarou a secretária.

Segundo ela, o Governo de Pernambuco registrou em 2025 o maior volume de investimentos da história da saúde estadual, alcançando R$ 11,4 bilhões aplicados no setor. A informação, de acordo com a gestora, tem como base os dados do Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde (Siops).

A secretária também explicou que o encerramento das atividades dos hospitais Jesus Nazareno, em Caruaru, e do Hospital de Retaguarda em Neurologia, no Recife, ocorreu por questões judiciais e contratuais, sem impacto negativo no total de leitos ofertados à população.

De acordo com Zilda, os 204 leitos desativados nas duas unidades foram compensados pela abertura de novas vagas no Hospital da Mulher do Agreste, no Hospital Alfa e na rede complementar de saúde. Somadas, as novas estruturas ultrapassariam a quantidade de leitos anteriormente existentes nos hospitais fechados.

No caso do Hospital de Retaguarda em Neurologia, a secretária explicou que a unidade foi contratada durante a pandemia da Covid-19 e precisou ser devolvida após o encerramento da emergência sanitária.

Após a resposta da Secretaria Estadual de Saúde, o deputado Diogo Moraes reagiu e afirmou que os dados utilizados pela oposição foram extraídos de relatórios oficiais enviados pela própria pasta à Comissão de Saúde da Alepe.

“As informações estão no relatório do quadrimestre que a própria secretaria entrega. Não somos nós quem dizemos, são os documentos da Secretaria Estadual de Saúde entregues à Assembleia Legislativa”, afirmou o parlamentar.

O embate amplia a disputa política em torno da gestão da saúde pública em Pernambuco e deve continuar repercutindo nos próximos debates da Assembleia Legislativa. 

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