As declarações ocorreram um
dia após os deputados estaduais Sileno Guedes, Rodrigo Farias, Diogo Moraes e Eriberto
Filho, todos do PSB, realizarem coletiva de imprensa na Assembleia Legislativa
de Pernambuco (Alepe), apontando uma suposta redução de R$ 1,5 bilhão nos
investimentos em saúde e o fechamento de 226 leitos entre dezembro de 2022 e
dezembro de 2025.
Ao rebater as acusações,
Zilda Cavalcanti afirmou que os números apresentados não refletem a realidade
da rede estadual.
“Eu precisaria que
eles expressassem onde é que esses 200 e poucos leitos diminuíram. Não foi
esclarecido. Trabalhamos com transparência e dizemos a verdade”,
declarou a secretária.
Segundo ela, o Governo de
Pernambuco registrou em 2025 o maior volume de investimentos da história da
saúde estadual, alcançando R$ 11,4 bilhões aplicados no setor. A informação, de
acordo com a gestora, tem como base os dados do Sistema de Informações sobre
Orçamento Público em Saúde (Siops).
A secretária também explicou
que o encerramento das atividades dos hospitais Jesus Nazareno, em Caruaru, e
do Hospital de Retaguarda em Neurologia, no Recife, ocorreu por questões
judiciais e contratuais, sem impacto negativo no total de leitos ofertados à
população.
De acordo com Zilda, os 204
leitos desativados nas duas unidades foram compensados pela abertura de novas
vagas no Hospital da Mulher do Agreste, no Hospital Alfa e na rede complementar
de saúde. Somadas, as novas estruturas ultrapassariam a quantidade de leitos
anteriormente existentes nos hospitais fechados.
No caso do Hospital de
Retaguarda em Neurologia, a secretária explicou que a unidade foi contratada
durante a pandemia da Covid-19 e precisou ser devolvida após o encerramento da
emergência sanitária.
Após a resposta da
Secretaria Estadual de Saúde, o deputado Diogo Moraes reagiu e afirmou que os
dados utilizados pela oposição foram extraídos de relatórios oficiais enviados
pela própria pasta à Comissão de Saúde da Alepe.
“As informações estão
no relatório do quadrimestre que a própria secretaria entrega. Não somos nós
quem dizemos, são os documentos da Secretaria Estadual de Saúde entregues à
Assembleia Legislativa”, afirmou o parlamentar.
O embate amplia a disputa política em torno da gestão da saúde pública em Pernambuco e deve continuar repercutindo nos próximos debates da Assembleia Legislativa.
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