segunda-feira, 18 de maio de 2026

Polícia Civil de Pernambuco conclui que atentado contra secretária no Cabo foi forjado

            A Polícia Civil de Pernambuco concluiu que o suposto atentado a tiros contra a secretária da Mulher do Cabo de Santo Agostinho, Aline Melo, ocorrido em março deste ano, foi uma ação forjada. O desfecho da investigação foi divulgado nesta segunda-feira (18) e revela inconsistências nos relatos apresentados inicialmente pelas supostas vítimas.

O caso ganhou repercussão após a caminhonete em que a gestora estava, na condição de passageira, ser atingida por disparos na rodovia PE-28, no dia 27 de março. À época, a secretária chegou a levantar a hipótese de motivação ligada à violência de gênero, já que ela e o motorista não ficaram feridos.

De acordo com a delegada Myrthor Andrade, responsável pelo caso, as investigações revelaram que o autor dos disparos seria o pai do motorista do veículo. Imagens de câmeras de segurança foram decisivas para a elucidação, ao flagrarem um encontro entre o motociclista e os ocupantes do carro momentos antes dos tiros.

Segundo a apuração, o veículo chegou a parar na via, e houve uma interação de cerca de 17 segundos entre os envolvidos — fato inicialmente omitido no boletim de ocorrência. “Eles relataram que não mantiveram contato com ninguém antes de seguir viagem, o que foi posteriormente desmentido pelas imagens”, destacou a delegada.

Em depoimento, o motorista afirmou ter percebido uma motocicleta tentando ultrapassar pelo acostamento antes dos disparos, alegando que teria ignorado a situação até ouvir os tiros. Já a secretária reconheceu posteriormente a parada, mas disse não ter prestado atenção ao que teria ocorrido naquele momento.

O pai do motorista, por sua vez, admitiu ter se encontrado com o filho antes do ocorrido, alegando que realizaria uma entrega de produtos em Gaibu. No entanto, a investigação constatou inconsistências na versão, já que as imagens mostram o retorno do motociclista em curto intervalo de tempo, incompatível com o trajeto alegado.

A polícia também identificou que a omissão inicial de informações estaria relacionada ao receio de revelar uma possível atividade irregular envolvendo comercialização de produtos. A partir dos elementos reunidos, a corporação concluiu que não houve tentativa de homicídio nos moldes inicialmente apresentados.

O caso agora segue para os encaminhamentos legais cabíveis, podendo resultar em responsabilizações por falsa comunicação de crime e outros delitos eventualmente identificados ao longo da investigação. 

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