O estudo aponta que o estado
registrou 37,3 homicídios por 100 mil habitantes em 2024, índice quase duas
vezes superior à média nacional, que ficou em 20,1. Em números absolutos, foram
contabilizadas 3.534 mortes violentas ao longo do ano.
Entre os municípios com mais
de 100 mil habitantes, Cabo de Santo Agostinho e São Lourenço da Mata aparecem
entre as 20 cidades mais violentas do Brasil. O Cabo ocupa a 14ª posição
nacional, com taxa de 59,9 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto São
Lourenço da Mata aparece na 16ª colocação, com índice de 56,9.
A capital Recife também
aparece em posição de destaque negativo no ranking nacional, registrando taxa
de 45,5 homicídios por 100 mil habitantes, sendo a quarta capital mais violenta
do país segundo o Atlas.
Apesar do cenário
preocupante apresentado no levantamento, o Governo de Pernambuco contestou
parte da interpretação dos dados e destacou que os índices de Mortes Violentas
Intencionais (MVIs) vêm apresentando redução consecutiva nos últimos anos.
Em nota divulgada após a
publicação do estudo, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco afirmou que
Pernambuco manteve tendência de queda nos registros de violência letal também
nos primeiros meses de 2025. A SDS ressaltou ainda que os números do Atlas
precisam ser analisados levando em consideração diferenças metodológicas entre
os dados utilizados pelo levantamento e os registros oficiais da segurança
pública estadual.
Mesmo com a redução de 4,4%
em relação a 2023 — quando Pernambuco registrou 3.697 homicídios — os números
ainda permanecem acima do contabilizado há dez anos. Em 2014, o estado
registrou 3.358 mortes violentas, o que representa aumento de 5,2% no período
analisado.
O Atlas da Violência também
destaca que, enquanto o Brasil reduziu sua taxa nacional de homicídios de 30,2
para 20,1 mortes por 100 mil habitantes entre 2014 e 2024 — queda de 33,4% —
Pernambuco apresentou movimento oposto, saindo de 36,9 para 37,3 no mesmo
intervalo.
O relatório aponta ainda que a concentração da violência segue mais intensa nas regiões Norte e Nordeste. Além de Pernambuco, os estados com maiores taxas foram Amapá (45,7), Bahia (40,9), Alagoas (35,9) e Ceará (34,3). Já os menores índices do país foram registrados em São Paulo, Santa Catarina e no Distrito Federal.
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