quarta-feira, 6 de maio de 2026

Operação “Cortina de Fumaça” mira esquema milionário de sonegação fiscal em Pernambuco

              Uma força-tarefa composta por órgãos estaduais deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a Operação Cortina de Fumaça, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica em Pernambuco.

As ações ocorreram simultaneamente nas cidades de Recife, Camaragibe, Caruaru e Bezerros, onde foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão. Paralelamente, a Secretaria da Fazenda de Pernambuco realizou fiscalizações em empresas ligadas ao grupo investigado.

A operação é coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Pernambuco, integrado pelo Ministério Público de Pernambuco, Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, Procuradoria-Geral do Estado de Pernambuco e Secretaria da Fazenda de Pernambuco.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada para viabilizar práticas ilícitas de sonegação. Essas empresas emitiam notas fiscais sem lastro real para acobertar a circulação de mercadorias vendidas irregularmente por terceiros.

Entre os mecanismos identificados está a chamada “prestação de serviço ilegal”, usada para regularizar estoques de empresas que adquiriram produtos sem documentação fiscal. O esquema também envolvia a simulação de operações comerciais inexistentes, com o objetivo de justificar movimentações financeiras e reduzir a carga tributária.

Outro ponto identificado foi a criação de créditos tributários fictícios, estratégia utilizada para diminuir ou eliminar impostos devidos.

O volume de débitos fiscais já constituídos ligados às empresas envolvidas ultrapassa R$ 132 milhões, valor que ainda pode crescer com o avanço das auditorias e a conclusão de novos lançamentos tributários em andamento.

Para o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o promotor Roberto Brayner, os impactos desse tipo de crime vão além do prejuízo financeiro direto ao Estado.

“Os crimes contra a ordem tributária comprometem a capacidade de investimento público e afetam diretamente áreas essenciais como saúde, educação e segurança”, destacou. Ele também ressaltou que a sonegação cria um ambiente de concorrência desleal, prejudicando empresas que atuam dentro da legalidade. 

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