Entre os principais
instrumentos apresentados está o edital ArborizaCidades, que destina cerca de
R$ 19 milhões para apoiar municípios na elaboração de planos e projetos de
arborização urbana. A iniciativa busca ampliar áreas verdes e contribuir para a
redução de ilhas de calor, fenômeno cada vez mais frequente em áreas densamente
urbanizadas.
Outra ferramenta destacada é
o GEOCAU, sistema que permite mapear pontos críticos de calor nos municípios,
auxiliando gestores públicos no planejamento de intervenções mais eficientes. A
proposta é orientar políticas públicas com base em dados técnicos, promovendo
maior precisão na distribuição de áreas verdes.
As ações fazem parte do
Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR), alinhado às diretrizes do Plano
Clima e integrado ao Plano de Aceleração de Soluções para o Combate ao Calor
Extremo (PAS), iniciativa apresentada no contexto da Conferência das Nações Unidas
sobre Mudanças Climáticas (COP30). O programa busca mobilizar governos e
instituições para implementar medidas concretas em cidades vulneráveis às ondas
de calor.
Durante o evento, também foi
apresentada a “Coletânea Brasileira de Arborização Urbana”, publicação que
reúne informações técnicas sobre os benefícios das áreas verdes, incluindo
impactos positivos na biodiversidade, regulação térmica e qualidade ambiental,
além de orientações para o manejo adequado da arborização.
Outro destaque foi o avanço
da iniciativa AdaptaCidades, voltada ao apoio técnico a estados e municípios na
elaboração de planos de adaptação climática. O objetivo é fortalecer a
capacidade das gestões locais para enfrentar eventos extremos e promover cidades
mais resilientes.
Segundo o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, a proposta vai além da ampliação de áreas verdes. “O que estamos fazendo é muito mais que plantar árvores; estamos salvando vidas, promovendo inclusão social e fortalecendo a democracia”, afirmou. Ele destacou ainda a importância de reduzir desigualdades ambientais, ampliando a presença de áreas verdes em regiões periféricas, historicamente menos atendidas por esse tipo de infraestrutura.
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