quarta-feira, 13 de maio de 2026

Governo e Câmara avançam em proposta que prevê semana de 40 horas e fim da escala 6x1

             O debate sobre a modernização das relações de trabalho no Brasil deu um passo relevante nesta quarta-feira (13), após um acordo firmado entre ministros do governo Lula e lideranças da Câmara dos Deputados. A proposta em discussão prevê mudanças estruturais na jornada de trabalho, com a substituição gradual da escala 6x1 pelo modelo 5x2, garantindo dois dias de descanso remunerado por semana.

O entendimento também inclui a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, sem prejuízo salarial para os trabalhadores. A medida está sendo tratada por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), considerada o eixo principal da reformulação.

Além disso, ficou definido que um projeto de lei complementar será utilizado para regulamentar pontos específicos, ajustando a legislação atual às novas diretrizes constitucionais e contemplando particularidades de diferentes categorias profissionais.

A reunião contou com a participação de integrantes do governo e parlamentares diretamente envolvidos na tramitação da matéria. Entre eles, o presidente da Câmara, Hugo Motta, o relator da proposta, deputado Leo Prates, e ministros de áreas estratégicas, como Trabalho, Planejamento e Relações Institucionais.

O consenso construído aponta para um modelo que busca equilibrar os interesses de trabalhadores e empregadores, com destaque para o fortalecimento das negociações coletivas como instrumento de adaptação às realidades de cada setor econômico.

Enquanto a PEC estabelece as bases gerais da mudança — como a nova jornada e a garantia dos dois dias de descanso — o projeto de lei terá a função de detalhar a aplicação prática das medidas.

Entre os pontos que devem ser tratados no texto infraconstitucional estão regras específicas para categorias com jornadas diferenciadas, mecanismos de transição e ajustes na legislação trabalhista vigente.

A Comissão Especial responsável pela análise do tema já definiu um cronograma para votação. O parecer do relator deverá ser apreciado no dia 27 de maio, com previsão de envio ao plenário da Câmara no dia seguinte.

Caso seja aprovado pelos deputados, o texto seguirá para o Senado Federal, onde passará por nova rodada de debates antes de eventual promulgação. 

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