terça-feira, 28 de abril de 2026

Senado aprova criação de cadastro nacional de condenados por violência contra a mulher

                Em mais um avanço no enfrentamento à violência de gênero, o Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (28), o projeto de lei que institui o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher. A proposta, que já havia passado pela Câmara dos Deputados, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida prevê a criação de um banco de dados integrado entre órgãos de segurança pública federais e estaduais, reunindo informações de indivíduos condenados definitivamente — ou seja, sem possibilidade de recurso — por crimes relacionados à violência contra a mulher.

Entre os dados que poderão ser incluídos estão nome completo, documentos pessoais, fotografias, impressões digitais e endereço. As informações ficarão disponíveis durante o cumprimento da pena ou por até três anos, nos casos em que a punição for inferior a esse período.

O cadastro abrangerá condenações por crimes como feminicídio, estupro (inclusive de vulnerável), assédio e importunação sexual, lesão corporal, perseguição, violência psicológica, violação sexual mediante fraude e registro não autorizado da intimidade sexual.

A iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações voltadas ao combate à violência doméstica e de gênero. No início do mês, o governo federal sancionou um pacote de leis com foco na proteção de mulheres e crianças, incluindo medidas mais rígidas de monitoramento de agressores.

Entre elas, está a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica em casos de violência doméstica, prevista no PL 2942/2024. A norma determina a aplicação imediata do equipamento, inclusive por decisão de delegados em localidades sem juiz disponível. Após a adoção da medida, o Poder Judiciário tem prazo de 24 horas para confirmar ou revogar a decisão, devendo justificar eventuais recusas.

O conjunto de propostas reforça a estratégia nacional de ampliar mecanismos de prevenção, monitoramento e punição de crimes contra a mulher, buscando maior efetividade na proteção das vítimas. Foto: Agência Estado

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