sexta-feira, 10 de abril de 2026

Prefeito de Garanhuns recusa pagar cachê milionário de Wesley Safadão

           A decisão do prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), de não contratar o cantor Wesley Safadão para o Festival de Inverno marcou um novo capítulo no debate sobre os altos cachês pagos a artistas em eventos públicos em Pernambuco.

O gestor anunciou que o artista está fora da programação da 34ª edição do festival devido ao valor da contratação, que atualmente gira entre R$ 1,3 milhão e R$ 1,4 milhão. Segundo ele, a decisão faz parte de uma política de controle de gastos adotada pelo município.

A prefeitura estabeleceu um teto médio de até R$ 700 mil por atração, buscando equilibrar as contas públicas e ampliar a diversidade cultural do evento, priorizando a participação de mais artistas dentro do orçamento disponível.

O posicionamento de Garanhuns ganha ainda mais destaque diante da repercussão recente dos cachês divulgados para o São João de Caruaru, incluindo o do cantor João Gomes (R$ 750 MIL), e reforça a discussão sobre responsabilidade fiscal na realização de grandes festas.

Enquanto isso, outros municípios têm adotado caminhos diferentes. Em Sertânia, a prefeita Pollyanna Abreu confirmou a contratação de Wesley Safadão para a Expocose 2026, com apresentação prevista para o dia 26 de julho.

Durante entrevista, a gestora explicou que a data do evento foi ajustada para atender à disponibilidade do artista.

“Em virtude do aniversário de casamento de Safadão, ele disse que dia 2 não daria para estar aqui, mas que no dia 26 estaria disponível. Então ajustamos a programação e está tudo certo”, afirmou.

Apesar da confirmação, ainda não foram detalhadas as fontes de recursos para viabilizar o pagamento do cachê.

O cantor também está confirmado na programação do São João de Arcoverde, com show previsto para o dia 18 de junho, o que reforça sua presença nas principais agendas festivas do estado.

O contraste entre as decisões adotadas por diferentes municípios evidencia o desafio enfrentado pelos gestores públicos: conciliar o apelo popular de grandes atrações com a necessidade de manter o equilíbrio financeiro e atender outras demandas prioritárias da população.

O tema ganha ainda mais relevância diante de recomendações recentes de órgãos de controle e entidades municipalistas, que orientam maior rigor e critérios técnicos na definição de cachês em eventos financiados com recursos públicos.

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