quinta-feira, 16 de abril de 2026

Operação da PF prende ex-dirigente do BRB por suspeita de esquema milionário

               Uma nova etapa da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, ampliou o cerco sobre suspeitas de irregularidades no sistema financeiro nacional. Nesta quinta-feira (16), agentes cumpriram mandados judiciais que resultaram na prisão do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, apontado como peça-chave em um suposto esquema de favorecimento ilícito envolvendo operações sem respaldo financeiro.

A investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, apura indícios de lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, com ramificações no Distrito Federal e em São Paulo. Ao todo, foram expedidos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão.

De acordo com os investigadores, o ex-dirigente do banco teria permitido a realização de negócios considerados de alto risco com o Banco Master, sem a devida observância de práticas de governança e lastro financeiro. Em contrapartida, ele é suspeito de ter recebido ao menos seis imóveis avaliados em cerca de R$ 146 milhões, que teriam sido repassados por Daniel Vorcaro, controlador do Master.

Parte desses empreendimentos estaria localizada em áreas nobres de Brasília, o que reforça a linha investigativa de que os bens foram utilizados como forma de pagamento indireto por facilitação de operações financeiras irregulares.

Outro alvo da operação é o advogado Daniel Monteiro, também preso preventivamente. Segundo a Polícia Federal, ele seria responsável pela administração de fundos utilizados para dificultar o rastreamento dos recursos, criando uma estrutura complexa para ocultação da origem ilícita do dinheiro.

As autoridades destacam que o foco da operação é desarticular mecanismos sofisticados de movimentação financeira que, em tese, burlavam controles legais e regulatórios. O caso segue sob sigilo parcial, e os investigados deverão responder por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e gestão fraudulenta.

A nova fase da operação reforça a atuação dos órgãos de controle no combate a práticas ilícitas no setor bancário e levanta questionamentos sobre a efetividade dos mecanismos de compliance adotados por instituições financeiras no país. 

 

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