A
investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal
Federal, apura indícios de lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens
indevidas a agentes públicos, com ramificações no Distrito Federal e em São
Paulo. Ao todo, foram expedidos dois mandados de prisão preventiva e sete de
busca e apreensão.
De
acordo com os investigadores, o ex-dirigente do banco teria permitido a
realização de negócios considerados de alto risco com o Banco Master, sem a
devida observância de práticas de governança e lastro financeiro. Em
contrapartida, ele é suspeito de ter recebido ao menos seis imóveis avaliados
em cerca de R$ 146 milhões, que teriam sido repassados por Daniel Vorcaro,
controlador do Master.
Parte
desses empreendimentos estaria localizada em áreas nobres de Brasília, o que
reforça a linha investigativa de que os bens foram utilizados como forma de
pagamento indireto por facilitação de operações financeiras irregulares.
Outro
alvo da operação é o advogado Daniel Monteiro, também preso preventivamente.
Segundo a Polícia Federal, ele seria responsável pela administração de fundos
utilizados para dificultar o rastreamento dos recursos, criando uma estrutura
complexa para ocultação da origem ilícita do dinheiro.
As
autoridades destacam que o foco da operação é desarticular mecanismos
sofisticados de movimentação financeira que, em tese, burlavam controles legais
e regulatórios. O caso segue sob sigilo parcial, e os investigados deverão
responder por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e gestão fraudulenta.
A nova fase da operação reforça a atuação dos órgãos de controle no combate a práticas ilícitas no setor bancário e levanta questionamentos sobre a efetividade dos mecanismos de compliance adotados por instituições financeiras no país.
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