quarta-feira, 8 de abril de 2026

MPPE aciona prefeito de Garanhuns, ex-deputado e secretário por suposto crime eleitoral

           Uma nova frente de tensão política e jurídica se abre em Garanhuns com o ajuizamento de uma Ação de Improbidade Administrativa pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra o prefeito Sivaldo Albino, o ex-deputado estadual Cayo Albino e o secretário municipal de Obras, Fá Albino. A ação aponta o suposto uso indevido de bens e serviços públicos para favorecer campanha eleitoral.

Segundo a denúncia, os investigados teriam utilizado um imóvel pertencente à Prefeitura para reformar e armazenar um equipamento do tipo “paredão de som”, que seria de propriedade do próprio prefeito. O equipamento, conforme o Ministério Público, foi posteriormente utilizado durante a campanha eleitoral de Cayo Albino, em 2022.

O caso teve origem em denúncia apresentada pelo cidadão e atual vereador Ruber Neto, posteriormente reforçada pelo PSDB. As informações iniciais indicavam que o equipamento estava sendo montado dentro de um espaço público, com possível envolvimento de servidores municipais.

Durante diligência realizada cerca de 50 dias após a denúncia, o MPPE localizou o veículo nas dependências da Secretaria de Obras. Para o órgão, a constatação reforça a tese de que o bem passou não apenas por reforma, mas também foi armazenado em local público, o que pode configurar desvio de finalidade.

Ainda de acordo com o Ministério Público, consultas a bancos de dados internos apontaram que o reboque utilizado pertence ao prefeito. Além disso, vídeos divulgados nas redes sociais de Cayo Albino mostrariam o equipamento em uso durante atos de campanha eleitoral.

Na avaliação da Promotoria, os fatos podem caracterizar enriquecimento ilícito e violação aos princípios da administração pública, além de possível infração à legislação eleitoral, que proíbe o uso de bens públicos em benefício de candidaturas.

O MPPE sustenta que houve dolo por parte dos envolvidos. Conforme a ação, Sivaldo Albino teria permitido a utilização da estrutura pública; Fá Albino teria autorizado e acompanhado os serviços; e Cayo Albino teria sido beneficiado diretamente com o uso do equipamento na campanha.

Protocolada na Vara da Fazenda Pública, a ação pede a condenação dos réus com base na Lei de Improbidade Administrativa, incluindo ressarcimento ao erário e aplicação de outras sanções previstas em lei.

Em despacho inicial, o magistrado responsável pelo caso concedeu prazo de 30 dias para apresentação de defesa por parte dos citados. Após essa etapa, o Ministério Público terá prazo para manifestação, antes da decisão judicial sobre o prosseguimento da ação. Com informações do blog do Carlos Eugênio

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