sexta-feira, 24 de abril de 2026

Justiça condena deputado Izaías Régis a devolver quase R$ 9 milhões por irregularidades previdenciárias

               Duas decisões judiciais proferidas neste mês de abril colocaram no centro do debate a gestão fiscal e previdenciária do município de Garanhuns em anos anteriores. O deputado estadual e ex-prefeito Izaías Régis (PSD) foi condenado pela Justiça a ressarcir os cofres públicos em um montante que soma R$ 8.958.008,71, em razão de irregularidades relacionadas ao recolhimento de encargos previdenciários.

As sentenças foram assinadas no último dia 13 de abril pelo juiz Glacidelson Antônio da Silva, da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Garanhuns, vinculada ao Tribunal de Justiça de Pernambuco. As decisões ainda cabem recurso.

Em um dos processos, o magistrado determinou que o parlamentar devolva R$ 6.102.478,60 ao erário, além do pagamento de multa no mesmo valor. A sentença também estabelece a suspensão dos direitos políticos por oito anos, conforme previsto na legislação que trata de atos de improbidade administrativa.

A ação judicial foi movida pelo próprio município de Garanhuns, em 2021, após a identificação de débitos expressivos junto à Receita Federal do Brasil. De acordo com o processo, durante o exercício de 2016, a gestão municipal teria deixado de recolher contribuições previdenciárias e valores destinados ao Pasep, o que resultou na abertura de sete processos administrativos fiscais.

Na fundamentação, a Justiça entendeu que houve omissão no cumprimento das obrigações legais, configurando ato de improbidade administrativa, ainda que sem indícios de enriquecimento ilícito.

Em nota, o deputado Izaías Régis afirmou que as decisões não apontam desvio de recursos públicos nem benefício pessoal. Segundo ele, as medidas adotadas à época seguiram orientações técnicas da Procuradoria Municipal e ocorreram em um cenário de forte crise financeira enfrentada pelo município.

O parlamentar também destacou fatores externos que, segundo sua defesa, impactaram a gestão, como a estiagem prolongada e bloqueios de repasses federais decorrentes de pendências herdadas de administrações anteriores.

O caso segue em tramitação e deve avançar para instâncias superiores, onde a defesa pretende reverter as condenações. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

Nenhum comentário:

Postar um comentário