quarta-feira, 22 de abril de 2026

Defesa de Bolsonaro solicita autorização ao STF para cirurgia no ombro após agravamento de quadro clínico

          A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de autorização para a realização de um procedimento cirúrgico no ombro direito, previsto para ocorrer entre os dias 24 e 25 de abril. A solicitação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, responsável por decisões recentes envolvendo a situação jurídica e de saúde do ex-chefe do Executivo.

De acordo com os advogados, Bolsonaro apresenta um quadro clínico persistente, caracterizado por dor contínua e limitações funcionais, mesmo após a adoção de tratamento conservador. O documento destaca que o ex-presidente tem necessidade de uso diário de medicação analgésica, o que reforça a urgência da intervenção médica.

O relatório clínico anexado ao pedido, assinado pelo médico Alexandre Firmino Paniago em 14 de abril de 2026, descreve uma condição considerada grave. Entre os diagnósticos apontados estão lesão de alto grau no tendão do supraespinhal com retração significativa, comprometimento do tendão do subescapular, além de subluxação da cabeça longa do bíceps. O conjunto dessas lesões, segundo a defesa, torna indispensável a realização de cirurgia para reparação do manguito rotador por via artroscópica.

Além da autorização para o procedimento em si, os advogados requerem liberação para todas as etapas relacionadas ao tratamento, incluindo exames preparatórios, internação, período pós-operatório e reabilitação fisioterapêutica.

O pedido ocorre em meio ao cumprimento de prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente no último dia 27 de março, também por decisão de Moraes, pelo prazo de 90 dias. A medida foi adotada após Bolsonaro enfrentar um quadro de saúde delicado, que incluiu diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, exigindo internação em unidade de terapia intensiva por cerca de duas semanas.

A análise do pedido agora depende de manifestação do ministro do STF, que deverá avaliar as condições médicas apresentadas e os impactos legais da eventual autorização. 

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