A
polêmica ganhou força após a circulação de um vídeo da reunião, que, segundo
parlamentares presentes, mostraria que apenas um crédito suplementar de R$ 155
milhões destinado ao Tribunal de Justiça de Pernambuco foi discutido e
aprovado. No entanto, o deputado sustenta que também teria sido autorizada, na
mesma sessão, a possibilidade de remanejamento de até 20% do orçamento estadual
— ponto que, de acordo com outros integrantes do colegiado, não foi deliberado.
Deputados
como Coronel Feitosa e Diogo Moraes contestam publicamente essa versão,
afirmando que não houve votação sobre o remanejamento orçamentário. A
divergência entre o que foi registrado em vídeo e a interpretação apresentada
pelo parlamentar intensificou o debate sobre a lisura do processo legislativo.
Nos
bastidores da Alepe, o caso já é tratado como potencial quebra de decoro
parlamentar. Juristas avaliam que, caso fique comprovada a distorção de uma
decisão oficial da comissão, o ato pode configurar infração grave às normas da
Casa, abrindo caminho para a instauração de processo disciplinar — que, em
última instância, pode resultar na cassação do mandato.
A
repercussão política também cresce entre deputados que defendem uma resposta
institucional firme, com o objetivo de preservar a credibilidade do Legislativo
estadual. A pressão por esclarecimentos e eventual investigação formal já
mobiliza articulações internas.
O
episódio envolve ainda o contexto político da família Coelho. Antônio Coelho é
irmão do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho,
Até o momento, não houve abertura oficial de processo no Conselho de Ética, mas a gravidade das acusações e a repercussão do caso indicam que os desdobramentos devem avançar nos próximos dias, podendo marcar um dos momentos mais delicados da atual legislatura.
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