Durante
participação, o parlamentar adotou um tom firme ao negar qualquer
irregularidade e afirmar que não pretende renunciar ao cargo. Segundo ele, as
acusações apresentadas pela odontóloga Mércia Lira não possuem fundamento
jurídico. Pacheco argumenta que não exerce a advocacia atualmente e que os
documentos mencionados estariam ligados a processos anteriores, vinculados ao
seu escritório antes de assumir a presidência da Casa e seu nome aparece devido
ao subestabelecimento feito por ele nos referidos casos.
O
vereador também afirmou que sua defesa será conduzida integralmente por sua
assessoria jurídica, enquanto ele se concentrará no enfrentamento político do
caso. Na entrevista, sugeriu que as denúncias teriam motivação política,
associando o episódio ao cenário eleitoral e a articulações envolvendo seu nome
em possíveis disputas futuras, pelo fato de ter sido convidado para disputar
uma vaga na Câmara Federal pelo MDB, aliado do pré-candidato socialista João
Campos.
Outro
ponto levantado pelo presidente da Câmara foi a presença significativa de
servidores comissionados durante a sessão em que a denúncia foi apresentada, o
que, segundo ele, reforçaria a tese de mobilização política nos bastidores
feito pelo governo municipal.
A
denúncia em tramitação na Câmara prevê a análise de possível quebra de decoro
parlamentar, o que pode resultar, caso seja acatada e comprovada, na cassação
do mandato. Sobre esse ponto, Luciano Pacheco reagiu com questionamentos e
ampliou o debate ao citar outras práticas que, segundo ele, também deveriam ser
alvo de investigação dentro do Legislativo.
Sem
mencionar nomes, o parlamentar levantou suspeitas sobre situações como supostos
casos de nepotismo, cargos fantasmas, “rachadinhas”, abastecimentos fantasmas, empresa
de carro agregado que não existia e contratos irregulares envolvendo vereadores
e o poder público municipal. Em tom crítico, questionou se essas práticas não
configurariam, igualmente, quebra de decoro.
“Será que nada disso é quebra de decoro parlamentar? Então quebra de decoro é o vereador Luciano ser
acusado de ter ido fazer um júri?”, questionou.
Elevando
ainda mais o nível do embate, o presidente anunciou que pode tornar público um
relatório que, segundo ele, reúne informações sobre gestões anteriores da
Câmara Municipal. O material, classificado por ele como uma “caixa preta”, fato que vem sendo citado por ele há anos, conteria dados das últimas legislaturas e poderia trazer novos desdobramentos
políticos.
“Quem sabe não é a hora da caixa preta ser entregue ao
povo”, declarou,
sinalizando uma possível escalada na crise institucional.
No
dia anterior, os nove vereadores que subscreveram a denúncia afirmaram que o
processo seguirá os trâmites legais, com a criação de uma comissão prévia para
avaliar a admissibilidade do caso, instalada na sexta-feira (17). Segundo eles,
não há julgamento antecipado e todo o procedimento será conduzido dentro dos
parâmetros jurídicos, garantindo o direito à ampla defesa, assim como ocorreu
com o vereador Claudelino Costa (PSB); caso que está na pauta da sessão ordinária
da segunda-feira (20).
O episódio aprofunda a divisão política na Câmara de Arcoverde e deve ter novos capítulos nos próximos dias, à medida que o processo avance e novas informações venham à tona.
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