quinta-feira, 30 de abril de 2026

Advogada é presa em Caruaru após incidente durante cumprimento de ordem judicial

                A advogada Fernanda Ferreira de Souza foi presa temporariamente nesta quinta-feira (30), no município de Caruaru, no Agreste pernambucano, após se envolver em um episódio considerado grave durante o cumprimento de uma ordem judicial. A decisão foi expedida pela juíza Mirella Patricio da Costa Neiva, da Vara do Tribunal do Júri local.

De acordo com as investigações, o caso teve início na quarta-feira (29), quando um oficial de Justiça, acompanhado de um fiel depositário e com apoio da Polícia Civil, tentou cumprir um mandado de busca e apreensão de um veículo vinculado à advogada. Durante a abordagem, Fernanda teria solicitado realizar uma ligação telefônica, momento em que se afastou da equipe.

Na sequência, segundo relatos constantes no processo, ela retornou rapidamente ao automóvel, recusou-se a entregar as chaves e deu partida no veículo. Durante a manobra, um dos envolvidos na ação judicial acabou sendo lançado sobre o capô do carro, permanecendo nessa posição enquanto o automóvel era conduzido em alta velocidade por vias urbanas.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o veículo trafega pelo bairro do Salgado, com a vítima segurando-se no para-brisa para evitar a queda. Apesar da gravidade da situação, a Polícia Civil informou que o homem sofreu apenas ferimentos leves.

A ordem de prisão temporária foi fundamentada no artigo 121 do Código Penal Brasileiro, que trata do crime de homicídio, além de outros possíveis enquadramentos, como desobediência e direção perigosa. A magistrada também autorizou a apreensão do celular e do veículo utilizados pela investigada.

Após o ocorrido, a advogada deixou o local, sendo localizada e detida no dia seguinte. Em manifestação nas redes sociais, ela negou ter sido formalmente abordada por um oficial de Justiça e contestou a versão de tentativa de homicídio.

O Sindicato dos Oficiais de Justiça de Pernambuco informou, por meio de nota, que acompanha o caso e destacou a gravidade da conduta diante do cumprimento regular de uma ordem judicial. A entidade reforçou que o oficial atuava dentro das atribuições legais.

A prisão temporária tem prazo de 30 dias, período em que as investigações devem avançar. A advogada deverá passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (1º), quando a Justiça avaliará a legalidade da detenção e eventuais medidas cautelares.

O caso segue sob apuração e pode ter novos desdobramentos à medida que provas e depoimentos forem incorporados ao inquérito.

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