sábado, 7 de março de 2026

Túlio Gadêlha pede investigação sobre uso de jatinho por Nikolas Ferreira durante eleição de 2022

             Uma nova representação protocolada junto à Justiça Eleitoral pode abrir um capítulo adicional de investigação sobre o financiamento de atividades políticas durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022. O deputado federal Túlio Gadêlha (Rede) solicitou à Procuradoria-Geral Eleitoral a abertura de apuração sobre o uso de uma aeronave executiva pelo também deputado federal Nikolas Ferreira (PL) no período decisivo da disputa presidencial.

A representação pede que seja investigada a possível ligação entre o avião utilizado nas viagens e o empresário Daniel Vorcaro, que à época ocupava o cargo de CEO do Banco Master. Segundo o documento encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, a aeronave teria sido usada em deslocamentos realizados entre os dias 20 e 28 de outubro de 2022, período que antecedeu o segundo turno da eleição presidencial.

De acordo com a denúncia apresentada, os voos estariam relacionados à mobilização política em apoio à campanha de reeleição do então presidente Jair Bolsonaro. As viagens teriam ocorrido dentro da programação da caravana política denominada “Juventude pelo Brasil”, iniciativa que percorreu diferentes capitais brasileiras promovendo eventos e encontros com eleitores.

No documento enviado à Procuradoria Eleitoral, o parlamentar argumenta que o uso de uma aeronave executiva para deslocamentos durante a campanha pode representar um benefício econômico significativo vinculado à promoção eleitoral.

Caso seja comprovado que o avião foi disponibilizado por uma empresa ou pessoa jurídica, a prática pode configurar doação eleitoral proibida pela legislação brasileira, que impede empresas de financiar campanhas políticas.

Além disso, a representação solicita que seja verificado se a eventual utilização da aeronave foi devidamente registrada na prestação de contas eleitorais apresentada à Justiça Eleitoral.

O documento aponta que a ausência de registro desse tipo de benefício nas contas de campanha pode caracterizar irregularidades graves. Entre as hipóteses levantadas estão falsidade ideológica eleitoral ou até financiamento paralelo de campanha, conhecido como “caixa dois”, caso os custos do transporte não tenham sido declarados.

Segundo Túlio Gadêlha, o objetivo da representação é permitir que as autoridades responsáveis investiguem as circunstâncias da utilização da aeronave e identifiquem eventuais irregularidades.

“Os fatos divulgados levantam dúvidas importantes sobre o uso de estrutura econômica privada em atividades de campanha”, afirmou o deputado.

Ele acrescentou que a iniciativa busca garantir transparência no processo democrático.

“Queremos saber quem custeou esses deslocamentos, em que condições a aeronave foi utilizada e se tudo foi devidamente declarado à Justiça Eleitoral. O processo democrático exige transparência”, destacou.

Caso a investigação identifique indícios de irregularidades, a representação pede que o Ministério Público Eleitoral adote as providências legais cabíveis para responsabilizar eventuais envolvidos. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

Nenhum comentário:

Postar um comentário