A
análise ocorre no âmbito da Segunda Turma da Corte, em julgamento realizado no
plenário virtual. O relator do caso, o ministro André Mendonça, foi o primeiro
a votar pela manutenção das medidas determinadas anteriormente. Em seu voto,
ele classificou o grupo investigado como uma “perigosa organização
criminosa armada”. A posição foi acompanhada pelos ministros Luiz Fux e
Nunes Marques. Ainda falta o voto do ministro Gilmar Mendes.
Além
da manutenção da prisão de Vorcaro, Mendonça determinou que continuem detidos
outros investigados ligados ao caso. Entre eles estão Fabiano Campos Zettel,
cunhado do banqueiro, e Marilson Roseno da Silva. Já Luiz Phillipi Machado de
Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu após a prisão, em um episódio
que, segundo a investigação da Polícia Federal, ocorreu após ele atentar contra
a própria vida.
Esta
é a primeira vez que o chamado “caso Master” é analisado de forma colegiada
pelo Supremo. Até então, as decisões relacionadas à investigação haviam sido
tomadas de maneira individual pelos ministros relatores.
O
julgamento ocorre no plenário virtual da Segunda Turma e os magistrados têm
prazo até a próxima sexta-feira (20) para registrar seus votos. Nesse tipo de
análise, mesmo sendo o autor da decisão original, o relator volta a se
manifestar e pode manter, alterar ou até rever o entendimento anterior.
No
voto apresentado ao colegiado, Mendonça também respondeu aos principais
argumentos da defesa de Daniel Vorcaro. Um dos pontos levantados pelos
advogados dizia respeito às mensagens que motivaram a nova fase da operação.
Segundo
o ministro, o material foi extraído do primeiro celular apreendido com o
banqueiro ainda em novembro e já trouxe elementos suficientes para justificar
as medidas adotadas.
“Não se pode aguardar a análise de todos os celulares
para tomar medidas. Além da conclusão das análises relativas ao primeiro
aparelho apreendido, ainda há oito celulares por examinar”, afirmou o ministro em seu voto.
Mendonça
também rejeitou a tese de que o grupo de WhatsApp denominado “A Turma” seria
apenas um espaço informal de conversa entre conhecidos. De acordo com o
relator, as mensagens indicam articulações entre os investigados e mostram
inclusive discussões sobre a inclusão de um policial federal no grupo.
Para o magistrado, os diálogos revelam um ambiente de articulação que ultrapassa o caráter informal atribuído pela defesa, reforçando as suspeitas que sustentam a investigação em curso.
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