A
decisão foi proferida em caráter liminar, atendendo a um pedido apresentado
pelo senador Carlos Viana, que preside a CPMI. Segundo o parlamentar, havia
omissão por parte da Mesa Diretora do Congresso em dar andamento ao
requerimento, cuja análise é considerada essencial para garantir a continuidade
das investigações.
Na
avaliação do ministro, o pedido de prorrogação atende plenamente aos requisitos
constitucionais e regimentais, não cabendo à presidência do Congresso impedir
sua tramitação. Mendonça destacou que não há margem para decisões de natureza
política que inviabilizem procedimentos formais já devidamente instruídos.
A
CPMI do INSS tem prazo previsto para encerrar seus trabalhos no próximo dia 28,
o que intensificou a disputa institucional em torno da extensão das atividades.
Para os integrantes da comissão, a prorrogação é necessária para aprofundar
investigações ainda em curso.
O
impasse teve início após o protocolo de um mandado de segurança no STF, no qual
Carlos Viana alegou que o requerimento de prorrogação não vinha sendo sequer
lido em sessão, etapa considerada obrigatória para o andamento do processo
legislativo.
A decisão do Supremo reforça o entendimento de que, uma vez cumpridos os critérios legais, cabe ao Congresso dar seguimento aos atos formais, garantindo o funcionamento regular das comissões parlamentares de inquérito — instrumentos centrais de fiscalização no âmbito legislativo.
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