Apesar
de números relativamente consistentes — com apenas uma derrota em 12 partidas
—, a saída do treinador não foi motivada exclusivamente pelos resultados.
Internamente, a avaliação da diretoria indicou estagnação no desempenho
coletivo da equipe, além de dificuldades na condução do grupo em momentos de
maior pressão.
Nos
bastidores, o ambiente já demonstrava sinais de desgaste. Relatos de
tensionamento entre comissão técnica e elenco, somados à repercussão negativa
de declarações públicas do treinador — especialmente ao dividir
responsabilidades com os jogadores — contribuíram para o enfraquecimento de sua
permanência.
A
gestão liderada por Matheus Souto Maior, que inicialmente apresentava
divergências internas sobre a continuidade do trabalho, passou a convergir na
avaliação de que não havia margem para evolução dentro do modelo adotado.
De
acordo com informações de bastidores, a decisão já estava praticamente definida
antes mesmo da partida contra o Cuiabá. Um “acordo silencioso” dentro da
diretoria indicava que, independentemente do resultado — inclusive em caso de
empate —, a mudança no comando técnico seria inevitável.
Com
isso, o clube encerra uma aposta em um treinador ainda em início de carreira e
passa a buscar um nome mais experiente para conduzir o restante da temporada,
especialmente diante da exigente disputa da Série B.
Roger
Silva assumiu o comando do Sport no dia 27 de dezembro e deixa o clube menos de
três meses depois. Durante esse período, comandou a equipe em 12 partidas, com
seis vitórias, cinco empates e apenas uma derrota, alcançando um aproveitamento
de 63,9%.
Apesar da saída precoce, o treinador conquistou o título do Campeonato Pernambucano, garantindo o tetracampeonato estadual para o clube — um feito que, embora relevante, não foi suficiente para assegurar sua permanência.
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