segunda-feira, 23 de março de 2026

Raquel evita debate eleitoral e não fala sobre posição do PT na eleição estadual

             Em meio ao aquecimento das articulações políticas para as eleições de 2026, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), optou por adotar um tom institucional e afastar qualquer debate eleitoral durante compromisso oficial nesta segunda-feira (23), no Hospital Otávio de Freitas, na Recife.

Na ocasião, a gestora participou da entrega da requalificação da UTI Adulto da unidade hospitalar, além da apresentação de uma nova unidade móvel do Hemope. Questionada sobre o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no cenário estadual e uma possível quebra de neutralidade, Raquel foi direta ao evitar o tema.

“A gente pode falar de política em outro momento para não misturar os assuntos aqui”, afirmou, destacando a importância de separar agendas administrativas de discussões eleitorais. A governadora também citou a necessidade de cautela diante da legislação eleitoral, sinalizando preocupação com possíveis interpretações equivocadas.

Apesar do discurso voltado à gestão, o ambiente político em Pernambuco já reflete a intensificação das articulações para 2026. O prefeito do Recife, João Campos (PSB), vem consolidando sua pré-candidatura ao Governo do Estado com uma estratégia de alinhamento ao campo político do presidente Lula.

A composição em torno de João inclui a ex-deputada Marília Arraes (PDT) como pré-candidata ao Senado. Já o senador Humberto Costa (PT) ainda aguarda definições internas do partido, que devem ocorrer em reunião marcada para o próximo dia 28.

Outro nome que surge no desenho da chapa é o do empresário e advogado Carlos Costa (Republicanos), indicado para a vice-governadoria, reforçando a tentativa de ampliar a base política da coligação.

O cenário político estadual ganha contornos ainda mais complexos diante da posição do PT. Setores do partido defendem a possibilidade de um “palanque duplo” em Pernambuco, mantendo diálogo institucional com a gestão de Raquel Lyra, ao mesmo tempo em que apoiam uma candidatura alinhada, como a de João Campos.

Essa dinâmica ficou evidente durante recentes agendas presidenciais no estado, quando tanto Raquel quanto João dividiram espaços ao lado de Lula, em uma disputa silenciosa por protagonismo e associação política.

Enquanto isso, a governadora segue adotando uma postura de cautela, priorizando entregas administrativas e evitando antecipar posicionamentos em um cenário que ainda está em formação.

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