De
acordo com a PF, agentes que atuavam na unidade iniciaram imediatamente
procedimentos de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência (Samu). Mourão foi encaminhado ao Hospital João XXIII.
Por
volta das 21h, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais informou que não
havia confirmação oficial de morte e que o paciente permanecia internado em
cuidados intensivos. Às 21h45, o hospital comunicou que estava sendo iniciado o
protocolo médico para confirmação de morte encefálica.
A
defesa de Mourão divulgou nota afirmando que esteve com ele até aproximadamente
14h do mesmo dia, quando, segundo os advogados, ele se encontrava “em plena
integridade física e mental”. A equipe jurídica declarou ter tomado
conhecimento do ocorrido apenas após a divulgação do comunicado oficial da
Polícia Federal e informou que acompanha o caso no hospital, ressaltando que,
até aquele momento, não havia confirmação formal sobre o estado clínico.
Luiz
Phillipi Mourão foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero, investigação
que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco
Master. Na mesma operação também foi detido o banqueiro Daniel Vorcaro,
apontado pela PF como líder de uma organização criminosa estruturada em
diferentes núcleos de atuação.
Segundo
as investigações, Mourão teria papel estratégico no grupo, sendo responsável
por monitoramento de alvos, obtenção ilegal de dados em sistemas sigilosos e
práticas de intimidação. Conversas interceptadas, de acordo com a Polícia
Federal, indicariam ordens atribuídas a Vorcaro para levantamento de
informações pessoais de terceiros, intimidação de funcionários e planejamento
de agressão contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
A
Polícia Federal informou que abrirá procedimento interno para apurar as
circunstâncias do ocorrido nas dependências da Superintendência em Minas
Gerais. Imagens de segurança que registram a dinâmica dos fatos serão
encaminhadas ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo
Tribunal Federal (STF).
O caso acrescenta um novo capítulo à Operação Compliance Zero, que já vinha provocando forte repercussão no sistema financeiro e no meio jurídico. As autoridades afirmam que as apurações seguem em curso.
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