domingo, 29 de março de 2026

Milhões vão às ruas nos EUA em protestos contra Trump, guerra no Irã e política migratória

             Uma onda de mobilização popular sem precedentes tomou conta dos Estados Unidos neste sábado (28), com milhões de pessoas participando de manifestações simultâneas em diversas cidades. Os atos, organizados sob o lema “No Kings” (sem reis), refletem a crescente insatisfação com decisões do presidente Donald Trump, especialmente relacionadas à política externa e ao endurecimento das ações migratórias.

De acordo com estimativas, mais de 3 mil protestos ocorreram em todo o país, reunindo multidões em centros urbanos e também em cidades de menor porte. A pauta dos manifestantes é ampla, envolvendo críticas à guerra no Irã, à atuação de agentes federais de imigração e ao que consideram um avanço de práticas autoritárias na condução do governo.

O epicentro das manifestações foi o estado de Minnesota, onde milhares de pessoas se concentraram na capital St. Paul. O local se tornou símbolo dos protestos após episódios recentes envolvendo mortes de civis durante operações do serviço de imigração, o ICE (Immigration and Customs Enforcement), que intensificaram a revolta popular.

O ato em Minnesota ganhou ainda mais repercussão com a presença do cantor Bruce Springsteen, que se apresentou para a multidão e interpretou a música Streets of Minneapolis, composta em resposta às mortes registradas no estado. A canção se transformou em um dos símbolos do movimento e reforçou o tom de denúncia contra a violência e as políticas federais.

Em outras cidades, como Los Angeles, também houve registros de tensão, com prisões durante os atos. Ainda assim, a maioria das manifestações ocorreu de forma pacífica, com organização prévia e orientação para evitar confrontos.

Os protestos também refletem críticas ao estilo de governança adotado por Trump, frequentemente descrito por opositores como centralizador e personalista. Entre os pontos que ampliaram a insatisfação está o envolvimento militar no Irã e medidas simbólicas que, segundo críticos, reforçam uma imagem de culto à personalidade.

Com forte adesão popular e ampla repercussão internacional, os atos “No Kings” se consolidam como um dos maiores movimentos de contestação política recente nos Estados Unidos, indicando um cenário de polarização intensa e mobilização crescente às vésperas de novos ciclos eleitorais. 

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