sábado, 14 de março de 2026

Médicos dizem que pneumonia de Bolsonaro é a mais grave e alertam para risco de morte

                  O estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a gerar preocupação após médicos que acompanham seu tratamento confirmarem, nesta sexta-feira (13), que ele enfrenta o quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, considerado o mais grave já registrado desde que passou a apresentar complicações respiratórias nos últimos anos.

Durante coletiva de imprensa, integrantes da equipe médica alertaram que a doença pode evoluir de forma crítica e envolve risco potencialmente fatal, sobretudo em pacientes com histórico clínico complexo. Apesar da gravidade, os profissionais informaram que Bolsonaro se encontra estável no momento, sob monitoramento intensivo e tratamento com antibióticos.

Segundo o médico Claudio Birolini, o tipo de pneumonia diagnosticado pode levar a complicações severas caso não haja intervenção adequada.

“Uma pneumonia aspirativa pode evoluir para insuficiência respiratória. Em determinadas circunstâncias, se não houver intervenção rápida, existe risco de morte”, explicou o especialista durante a coletiva.

De acordo com os profissionais que acompanham o ex-presidente, esta é a terceira pneumonia enfrentada por Bolsonaro e a mais severa entre os episódios já registrados. O quadro atual supera, em gravidade, as duas infecções pulmonares que ele teve no ano passado.

O cardiologista Leandro Echenique ressaltou que, mesmo com tratamento em andamento, o risco clínico ainda não está completamente afastado.

“Ele continuará sob risco por algum tempo. Estamos adotando todas as medidas preventivas possíveis, embora algumas delas sejam mais difíceis devido ao ambiente em que ele se encontra”, afirmou.

A equipe médica apontou o refluxo gastroesofágico como um dos fatores que podem ter contribuído para o agravamento do quadro clínico. Esse tipo de condição pode provocar a chamada pneumonia aspirativa, quando conteúdo do estômago chega às vias respiratórias e desencadeia infecção pulmonar.

Segundo os médicos, o risco desse tipo de complicação já havia sido registrado em relatórios clínicos anteriores.

“Já havíamos alertado sobre a possibilidade de pneumonia aspirativa associada ao refluxo. Infelizmente estamos novamente lidando com uma situação delicada, que exige cuidados intensivos”, explicou Birolini.

O tratamento envolve o uso de antibióticos por um período estimado entre sete e 14 dias, além de acompanhamento contínuo em unidade de terapia intensiva. A equipe médica não estabeleceu prazo para alta hospitalar.

Os especialistas também ressaltaram que a recuperação tende a ser mais lenta, considerando fatores como idade e histórico de saúde do ex-presidente.

Bolsonaro tem 70 anos e carrega um histórico de complicações médicas desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, episódio que resultou em diversas cirurgias ao longo dos últimos anos.

Apesar da gravidade do quadro atual, os médicos destacaram que a rapidez no encaminhamento ao hospital foi decisiva para evitar medidas mais invasivas, como a necessidade de intubação. 

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