Durante
coletiva de imprensa, integrantes da equipe médica alertaram que a doença pode
evoluir de forma crítica e envolve risco potencialmente fatal, sobretudo em
pacientes com histórico clínico complexo. Apesar da gravidade, os profissionais
informaram que Bolsonaro se encontra estável no momento, sob monitoramento
intensivo e tratamento com antibióticos.
Segundo
o médico Claudio Birolini, o tipo de pneumonia diagnosticado pode levar a
complicações severas caso não haja intervenção adequada.
“Uma pneumonia aspirativa pode evoluir para insuficiência
respiratória. Em determinadas circunstâncias, se não houver intervenção rápida,
existe risco de morte”,
explicou o especialista durante a coletiva.
De
acordo com os profissionais que acompanham o ex-presidente, esta é a terceira
pneumonia enfrentada por Bolsonaro e a mais severa entre os episódios já
registrados. O quadro atual supera, em gravidade, as duas infecções pulmonares
que ele teve no ano passado.
O
cardiologista Leandro Echenique ressaltou que, mesmo com tratamento em
andamento, o risco clínico ainda não está completamente afastado.
“Ele continuará sob risco por algum tempo. Estamos
adotando todas as medidas preventivas possíveis, embora algumas delas sejam
mais difíceis devido ao ambiente em que ele se encontra”, afirmou.
A
equipe médica apontou o refluxo gastroesofágico como um dos fatores que podem
ter contribuído para o agravamento do quadro clínico. Esse tipo de condição
pode provocar a chamada pneumonia aspirativa, quando conteúdo do estômago chega
às vias respiratórias e desencadeia infecção pulmonar.
Segundo
os médicos, o risco desse tipo de complicação já havia sido registrado em
relatórios clínicos anteriores.
“Já havíamos alertado sobre a possibilidade de pneumonia
aspirativa associada ao refluxo. Infelizmente estamos novamente lidando com uma
situação delicada, que exige cuidados intensivos”, explicou Birolini.
O
tratamento envolve o uso de antibióticos por um período estimado entre sete e
14 dias, além de acompanhamento contínuo em unidade de terapia intensiva. A
equipe médica não estabeleceu prazo para alta hospitalar.
Os
especialistas também ressaltaram que a recuperação tende a ser mais lenta,
considerando fatores como idade e histórico de saúde do ex-presidente.
Bolsonaro
tem 70 anos e carrega um histórico de complicações médicas desde o atentado a
faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, episódio que resultou em
diversas cirurgias ao longo dos últimos anos.
Apesar da gravidade do quadro atual, os médicos destacaram que a rapidez no encaminhamento ao hospital foi decisiva para evitar medidas mais invasivas, como a necessidade de intubação.
👉 Acompanhe mais notícias
e curta nossas redes sociais:


Nenhum comentário:
Postar um comentário