quarta-feira, 18 de março de 2026

Federação União Brasil–PP sela apoio à reeleição de Raquel Lyra em Pernambuco após impasse político

              Em meio a um cenário de indefinições e disputas internas, a Federação formada por União Brasil e Progressistas chegou a um entendimento estratégico sobre o rumo político em Pernambuco. Em reunião realizada nesta terça-feira (18), em Brasília, as cúpulas nacionais das duas siglas decidiram caminhar juntas no estado, com apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra.

O encontro contou com a participação do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, e do presidente do PP, o senador Ciro Nogueira. A articulação também envolveu o secretário-geral da federação, ACM Neto, consolidando uma decisão que vinha sendo aguardada por lideranças estaduais.

A movimentação foi acelerada após pressão do deputado federal Mendonça Filho, que cobrou uma definição urgente diante do desalinhamento das legendas em Pernambuco. Enquanto o União Brasil já orbitava em torno do governo estadual, o PP mantinha aproximação com o prefeito do Recife, João Campos, criando um impasse político.

Durante entrevista, Mendonça destacou que o prazo da janela partidária — que se encerra em 4 de abril — exige uma posição clara, permitindo que parlamentares decidam sua permanência ou migração partidária. O deputado chegou a afirmar que deixaria o União Brasil caso a federação optasse por apoiar João Campos.

De acordo com informações da jornalista Terezinha Nunes, a decisão foi fruto de um entendimento entre as lideranças nacionais, que avaliaram ser mais coerente alinhar a federação ao governo estadual. A expectativa é que uma reunião com Raquel Lyra aconteça já nesta quarta-feira (19), em Brasília, para formalizar o apoio e discutir os próximos passos da aliança.

O deputado federal Eduardo da Fonte, liderança do PP em Pernambuco, não participou diretamente da reunião, mas teria sido informado sobre o desfecho.

Nos bastidores, a negociação também envolve a composição para as eleições futuras. Em encontros anteriores, Raquel Lyra chegou a sinalizar a possibilidade de garantir à federação as duas vagas na disputa pelo Senado.

No entanto, o cenário se tornou mais complexo após Eduardo da Fonte demonstrar resistência ao nome de Miguel Coelho e, posteriormente, se aproximar de João Campos. O parlamentar chegou a ser citado como possível candidato ao Senado em uma eventual chapa da Frente Popular, ao lado do senador Humberto Costa — movimento que nunca foi oficialmente negado. 

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