O
encontro contou com a participação do presidente nacional do União Brasil, Antonio
Rueda, e do presidente do PP, o senador Ciro Nogueira. A articulação também
envolveu o secretário-geral da federação, ACM Neto, consolidando uma decisão
que vinha sendo aguardada por lideranças estaduais.
A
movimentação foi acelerada após pressão do deputado federal Mendonça Filho, que
cobrou uma definição urgente diante do desalinhamento das legendas em
Pernambuco. Enquanto o União Brasil já orbitava em torno do governo estadual, o
PP mantinha aproximação com o prefeito do Recife, João Campos, criando um
impasse político.
Durante
entrevista, Mendonça destacou que o prazo da janela partidária — que se encerra
em 4 de abril — exige uma posição clara, permitindo que parlamentares decidam
sua permanência ou migração partidária. O deputado chegou a afirmar que
deixaria o União Brasil caso a federação optasse por apoiar João Campos.
De
acordo com informações da jornalista Terezinha Nunes, a decisão foi fruto de um
entendimento entre as lideranças nacionais, que avaliaram ser mais coerente
alinhar a federação ao governo estadual. A expectativa é que uma reunião com
Raquel Lyra aconteça já nesta quarta-feira (19), em Brasília, para formalizar o
apoio e discutir os próximos passos da aliança.
O
deputado federal Eduardo da Fonte, liderança do PP em Pernambuco, não
participou diretamente da reunião, mas teria sido informado sobre o desfecho.
Nos
bastidores, a negociação também envolve a composição para as eleições futuras.
Em encontros anteriores, Raquel Lyra chegou a sinalizar a possibilidade de
garantir à federação as duas vagas na disputa pelo Senado.
No
entanto, o cenário se tornou mais complexo após Eduardo da Fonte demonstrar
resistência ao nome de Miguel Coelho e, posteriormente, se aproximar de João
Campos. O parlamentar chegou a ser citado como possível candidato ao Senado em
uma eventual chapa da Frente Popular, ao lado do senador Humberto Costa —
movimento que nunca foi oficialmente negado.
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