sábado, 14 de março de 2026

Eduardo da Fonte reage a pressões políticas e reafirma que decisões eleitorais do PP serão tomadas coletivamente

                 O cenário político de Pernambuco voltou a ganhar novos capítulos com as declarações do deputado federal Eduardo da Fonte, que respondeu publicamente às especulações e pressões surgidas nos últimos dias em torno de seu nome para a disputa ao Senado nas próximas eleições.

Apontado nos bastidores como possível integrante da chapa majoritária que poderia ser encabeçada pelo prefeito do Recife, João Campos, o parlamentar afirmou que qualquer definição sobre o posicionamento eleitoral do Partido Progressistas será construída coletivamente e dentro do calendário político oficial.

As movimentações políticas recentes provocaram reações dentro do próprio partido. Prefeitos e parlamentares da legenda manifestaram apoio à reeleição da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, gerando debates internos sobre os caminhos que o PP deve seguir na formação das alianças eleitorais.

Nos bastidores, também circularam informações sobre possíveis perdas de espaço político e cargos no governo estadual, o que ampliou o clima de tensão no ambiente político.

Diante do cenário, Eduardo da Fonte afirmou que não pretende tomar decisões sob pressão e ressaltou sua experiência à frente da legenda em diversos processos eleitorais.

“Isso é um equívoco. Na dor, não se resolve nada. Estou no sexto processo eleitoral à frente do PP. Não funciona pressionar ou ameaçar. Tenho responsabilidades como parlamentar de Pernambuco”, declarou.

Presidente estadual do PP e também da Federação União Progressista em Pernambuco, o deputado destacou o peso político da sigla no estado. Atualmente, o partido possui uma das maiores representações no Legislativo estadual, com a segunda maior bancada na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Segundo ele, as decisões partidárias precisam refletir a vontade coletiva da legenda, e não interesses individuais.

“O nosso partido tem posições coerentes. Não posso colocar a vontade de um deputado nem a minha acima da vontade coletiva. Não estamos tratando de um partido pequeno ou sem retaguarda nacional”, afirmou.

Eduardo da Fonte também disse que pretende responder às especulações políticas com articulação e fortalecimento partidário. Entre as estratégias mencionadas estão novas filiações políticas e a apresentação de pautas que possam ampliar o debate sobre o desenvolvimento de Pernambuco.

O parlamentar destacou ainda que não pretende antecipar definições sobre a composição das chapas majoritárias para as eleições.

De acordo com ele, o processo seguirá o calendário estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral, que determina prazos legais para as movimentações partidárias.

“Não posso pedir a ninguém que faça algo que não deseja. Cada um tem sua decisão. O que posso fazer é trabalhar e movimentar a política de Pernambuco”, afirmou.

Segundo Da Fonte, a definição sobre a formação das chapas majoritárias deve ocorrer apenas após o final oficial da janela partidária, 4 de abril, e dos prazos eleitorais estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

“Ninguém precisa ter pressa. Existe um calendário, e ele precisa ser respeitado”, concluiu. 

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