O embate entre os Poderes Legislativo e Executivo em Pernambuco ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (24), após a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça rejeitar os vetos apresentados pela governadora Raquel Lyra a trechos da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.
A
decisão representa um revés para o Governo do Estado e amplia a tensão
institucional em torno das regras que irão nortear a execução financeira do
próximo ano. O parecer do relator, o deputado João Paulo, que recomendava a
manutenção dos vetos, acabou sendo derrotado por um placar apertado de 5 votos
a 4.
O
desfecho foi definido pelo voto de minerva do presidente do colegiado, Alberto
Feitosa, consolidando a posição da comissão contrária ao entendimento do
Executivo.
No
centro da controvérsia está o percentual de remanejamento orçamentário.
Enquanto a Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou um limite de 10% por
órgão, o Governo do Estado defende a ampliação para até 20% do orçamento geral,
alegando necessidade de maior flexibilidade administrativa para execução de
políticas públicas.
A
divergência não é recente. O impasse se arrasta desde o fim de 2025, quando a
proposta orçamentária foi aprovada com modificações introduzidas pelo
Legislativo, contrariando a equipe econômica do governo. Desde então, o tema
tem provocado uma série de desdobramentos políticos e jurídicos, incluindo
debates em outras comissões da Casa e questionamentos no Tribunal de Justiça de
Pernambuco.
Com
a decisão da CCLJ, o cenário permanece indefinido, mantendo aberto o conflito
entre os Poderes e gerando incertezas sobre os parâmetros que serão adotados na
execução do orçamento estadual em 2026.
A expectativa agora recai sobre os próximos passos da tramitação e possíveis novos desdobramentos no campo político e jurídico, em um dos temas mais sensíveis da agenda pública estadual.
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