quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

TJPE autoriza abertura de inquérito contra prefeito de Garanhuns por ameaça a vereador

               O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), por meio da 2ª Câmara Criminal, autorizou a instauração de inquérito policial para apurar a conduta do prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), em episódio ocorrido em julho de 2025, durante evento público no município do Agreste.

A decisão, de caráter monocrático, foi proferida pelo desembargador Mauro Alencar de Barros na última terça-feira (24), atendendo a pedido formalizado pelo delegado da Polícia Civil Victor Hugo Diniz de Carvalho. O magistrado considerou haver elementos suficientes para autorizar a abertura da investigação, especialmente em razão do foro por prerrogativa de função do chefe do Executivo municipal.

O caso teve origem em uma discussão registrada na Praça Mestre Dominguinhos, um dos principais polos do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). As imagens que circularam nas redes sociais mostram troca de agressões físicas envolvendo o prefeito, seu filho — o deputado estadual Cayo Albino (PSB) — e o vereador Ruber Neto (PSD).

Segundo registro da Polícia Civil, o vereador formalizou boletim de ocorrência após a confusão. O delegado responsável tipificou inicialmente os fatos como crime de ameaça e solicitou a abertura de inquérito para aprofundamento das apurações.

De acordo com ofício encaminhado à Justiça, há relato de que o prefeito teria orientado seguranças a retirarem o celular utilizado pelo parlamentar para registrar imagens relacionadas à fiscalização de possíveis irregularidades na gestão municipal. O documento também menciona que um assessor do vereador, identificado como Thiago José Farias Torres, teria sido derrubado por um dos seguranças durante o tumulto.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) manifestou-se favoravelmente à instauração do inquérito, apontando a existência de indícios mínimos de autoria e materialidade. O órgão destacou que, por se tratar de prefeito no exercício do mandato, o caso deve ser submetido ao crivo do Tribunal.

Na decisão, o desembargador ressaltou que os fatos narrados teriam ocorrido em contexto diretamente ligado à função pública exercida pelo investigado, durante evento promovido ou vinculado à administração municipal.

A defesa do prefeito ainda não se pronunciou oficialmente sobre a decisão. O espaço permanece aberto para manifestação. 

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