terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Justiça autoriza perícia independente sobre acidente que matou Eduardo Campos

              Quase uma década após o acidente aéreo que vitimou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, a apuração sobre as causas da tragédia ganha um novo capítulo com potencial impacto jurídico e técnico. A Justiça Federal em Santos, no litoral paulista, determinou a realização de uma perícia judicial inédita, conduzida por um especialista independente, para reavaliar os fatores que levaram à queda da aeronave em 2014.

O perito nomeado é Silvio Venturini Neto, que ficará responsável por examinar aspectos técnicos ainda contestados pela família do ex-governador. A decisão judicial atende a um pedido dos familiares, que questionam os laudos oficiais produzidos à época e defendem a existência de uma falha mecânica como causa determinante do acidente.

De acordo com informações divulgadas pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, o novo exame irá se concentrar especialmente no sistema de profundor da aeronave, componente essencial para o controle da inclinação do avião durante o voo. A hipótese levantada é de que um defeito nesse mecanismo teria comprometido a capacidade de manobra do jato momentos antes da queda.

O perito terá um prazo inicial de 15 dias para apresentar à Justiça uma estimativa de honorários e o plano detalhado de trabalho. A decisão representa uma inflexão relevante no processo, ao afastar o entendimento defendido pela União, que sustentava que as conclusões do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e da Polícia Federal deveriam ser definitivas.

A ação judicial foi proposta por Antônio Campos, irmão do ex-governador, e por Ana Arraes, mãe de Eduardo Campos, que argumentam que as investigações anteriores não esgotaram todas as possibilidades técnicas. O pedido se apoia, entre outros elementos, em um parecer elaborado pelo comandante Carlos Camacho, assistente técnico da família, que apontou indícios de falha no profundor do compensador da aeronave.

Caso confirmada a hipótese, a perícia poderá esclarecer se o problema decorreu de defeito de fabricação ou de falha na manutenção da peça, produzida pela holding norte-americana Textron, que já foi formalmente notificada no processo.

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