O
perito nomeado é Silvio Venturini Neto, que ficará responsável por examinar
aspectos técnicos ainda contestados pela família do ex-governador. A decisão
judicial atende a um pedido dos familiares, que questionam os laudos oficiais
produzidos à época e defendem a existência de uma falha mecânica como causa
determinante do acidente.
De
acordo com informações divulgadas pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O
Globo, o novo exame irá se concentrar especialmente no sistema de profundor da
aeronave, componente essencial para o controle da inclinação do avião durante o
voo. A hipótese levantada é de que um defeito nesse mecanismo teria
comprometido a capacidade de manobra do jato momentos antes da queda.
O
perito terá um prazo inicial de 15 dias para apresentar à Justiça uma
estimativa de honorários e o plano detalhado de trabalho. A decisão representa
uma inflexão relevante no processo, ao afastar o entendimento defendido pela
União, que sustentava que as conclusões do Centro de Investigação e Prevenção
de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e da Polícia Federal deveriam ser
definitivas.
A
ação judicial foi proposta por Antônio Campos, irmão do ex-governador, e por Ana
Arraes, mãe de Eduardo Campos, que argumentam que as investigações anteriores
não esgotaram todas as possibilidades técnicas. O pedido se apoia, entre outros
elementos, em um parecer elaborado pelo comandante Carlos Camacho, assistente
técnico da família, que apontou indícios de falha no profundor do compensador
da aeronave.
Caso
confirmada a hipótese, a perícia poderá esclarecer se o problema decorreu de
defeito de fabricação ou de falha na manutenção da peça, produzida pela holding
norte-americana Textron, que já foi formalmente notificada no processo.
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