segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Câmara do Recife analisa pedido de impeachment contra João Campos em sessão após retomada dos trabalhos

               A retomada das atividades legislativas na Câmara Municipal do Recife já ocorre sob forte tensão política. Na manhã desta terça-feira (3), os vereadores devem apreciar a leitura e votação de um pedido de impeachment protocolado contra o prefeito João Campos (PSB), marcando um dos primeiros embates do semestre no Legislativo da capital pernambucana.

A denúncia foi apresentada pelo vereador Eduardo Moura (Novo) e está fundamentada em supostas infrações político-administrativas relacionadas à nomeação de um procurador do município — ato que, posteriormente, foi revogado pela própria gestão municipal. Após análise preliminar, a Procuradoria Legislativa da Câmara emitiu parecer técnico favorável à leitura da denúncia em plenário, permitindo que o pedido fosse incluído na pauta oficial.

De acordo com Moura, a conduta atribuída ao prefeito poderia se enquadrar como crime de responsabilidade, o que justificaria a abertura de um processo de investigação parlamentar. Para o vereador, a leitura e a votação representam etapas essenciais para que o Legislativo cumpra seu papel fiscalizador.

Apesar da ofensiva política, o parlamentar reconhece as dificuldades para que o pedido avance. A base aliada do prefeito mantém maioria confortável na Casa, o que torna improvável a obtenção dos 19 votos necessários, correspondentes à maioria simples exigida para dar prosseguimento ao processo.

“Temos hoje 11 vereadores de oposição. Houve articulação, diálogo e conversa, e contamos com mais votos do que isso. Afirmar que já alcançamos os 19 votos, não. Ainda não, e sabemos que é muito difícil. O prefeito possui maioria na Casa, o que é legítimo dentro do jogo democrático. Mesmo assim, vamos usar o debate para tentar convencer os colegas”, declarou Moura.

Na outra ponta, o líder do governo na Câmara, vereador Rinaldo Júnior (PSB), reagiu duramente à iniciativa. Segundo ele, o pedido carece de respaldo jurídico e se sustenta em uma leitura distorcida dos fatos. O parlamentar afirmou que não houve irregularidades na condução do concurso público nem desrespeito à ordem de classificação, afastando qualquer possibilidade de crime administrativo.

A sessão desta terça-feira deve servir como termômetro do ambiente político na Casa e antecipar o grau de embate entre oposição e governo ao longo do semestre legislativo. 

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