quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Viagens de seguranças do STF, encontros reservados e custos públicos ampliam questionamentos sobre Dias Toffoli

             Novos elementos ampliaram a repercussão envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e o resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR). Além de imagens que mostram encontros do magistrado com empresários em área reservada do local, vieram à tona informações sobre o pagamento de diárias a seguranças do STF, que indicam uma rotina frequente de deslocamentos para a região, inclusive durante feriados, fins de semana prolongados e o recesso do Judiciário.

De acordo com levantamento divulgado, foram contabilizados 128 dias de viagens de agentes de segurança vinculados ao STF para a localidade onde está situado o resort. O custo total das diárias pagas com recursos públicos chegou a R$ 460 mil. O dado reforça questionamentos sobre a natureza das estadias e o uso da estrutura do local por integrantes da Corte.

As informações surgem após a divulgação, na quinta-feira (22), de um vídeo pelo portal Metrópoles (abaixo), que registrou um encontro entre Dias Toffoli, o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, e o empresário Luiz Pastore, proprietário do grupo metalúrgico Ibrame. As imagens, gravadas em 25 de janeiro de 2023, mostram o ministro em trajes informais, cumprimentando os empresários em clima descontraído nos jardins do resort, às margens da represa de Xavantes.

Segundo a reportagem, o Tayayá é frequentemente utilizado por Toffoli para receber autoridades, artistas e empresários. Funcionários do empreendimento, ainda conforme a apuração dos repórteres Valentina Moreira e Sam Pancher, tratariam o ministro como proprietário do local. O resort, inclusive, já pertenceu a familiares do magistrado, informação que intensifica as especulações sobre sua relação com o empreendimento.

O complexo conta com uma casa de alto padrão reservada ao ministro, além de barco de uso privativo. O local também teria sido fechado em algumas ocasiões para eventos privados. Outro ponto sensível revelado pela reportagem é a existência de um cassino, com máquinas eletrônicas semelhantes a caça-níqueis e mesas de blackjack — jogos atualmente proibidos pela legislação brasileira.

Em meio à crescente repercussão, Dias Toffoli avalia a possibilidade de remeter à primeira instância a investigação relacionada ao Banco Master, que tramita no STF. A interlocutores, o ministro teria afirmado que a decisão dependerá do andamento da instrução processual, do relatório final da Polícia Federal e do parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O inquérito teve prazo prorrogado por mais 60 dias, período considerado decisivo para a realização de diligências e coleta de depoimentos. Nos bastidores do Supremo, há a avaliação de que a redistribuição do caso poderia reduzir o desgaste institucional e afastar o ministro do centro das manchetes. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

Nenhum comentário:

Postar um comentário