sábado, 17 de janeiro de 2026

Romero Albuquerque anuncia pedido de impeachment de Raquel após colapso na gestão do transporte

          A crise no transporte intermunicipal de Pernambuco ganhou novos contornos políticos nesta semana e passou a ocupar o centro do debate institucional no Estado. O deputado estadual Romero Albuquerque (União) anunciou que irá protocolar um pedido de impeachment contra a governadora Raquel Lyra (PSD), após o próprio Governo do Estado admitir falhas na fiscalização e na condução do sistema, culminando na devolução das linhas operadas pela empresa Logo Caruaruense à Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI).

A empresa, vinculada ao ex-governador João Lyra Neto — pai da governadora — deixará de operar as linhas após uma sequência de denúncias, pressão social e uma representação formal apresentada por Romero ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE). O parlamentar aponta irregularidades operacionais graves, incluindo ônibus sem vistorias técnicas obrigatórias e problemas recorrentes na regularização da frota.

Para Romero Albuquerque, a decisão de entregar as linhas configura um reconhecimento explícito do fracasso administrativo do Governo do Estado. “A entrega das linhas é o reconhecimento do fracasso administrativo, fruto da pressão da opinião pública e da nossa denúncia ao TCE”, declarou.

As denúncias também levantam questionamentos sobre a atuação do Executivo estadual na fiscalização do transporte intermunicipal. Segundo o deputado, a responsabilidade pela fiscalização é do Governo de Pernambuco, que teria sido omisso diante das irregularidades envolvendo uma empresa ligada à família da governadora.

“A fiscalização disso é uma responsabilidade do Governo do Estado, mas ficou claro que eles protegem os amigos do poder, mesmo que isso coloque em risco a vida da população”, afirmou Romero.

Diante do cenário, o parlamentar confirmou que dará entrada na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) com um pedido formal de impeachment da governadora Raquel Lyra. O processo será fundamentado em supostos crimes de responsabilidade, incluindo favorecimento indevido, prevaricação e advocacia administrativa.

“O governo favoreceu deliberadamente uma empresa ligada à família da governadora, fechando os olhos para irregularidades evidentes. Isso é prevaricação, quando o agente público deixa de cumprir seu dever para atender a interesses pessoais. Também se configura advocacia administrativa, quando a autoridade usa sua influência para beneficiar alguém”, explicou.

Romero concluiu afirmando que, em sua avaliação, o caso vai além da incompetência administrativa. “O que aconteceu não é erro técnico ou falha pontual. É escolha política. Eles sabiam o que estavam fazendo, ou deixando de fazer”, finalizou. 

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