O
inquérito será relatado pelo próprio Moraes e foi instaurado sem provocação da
Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal (PF) — procedimento
considerado incomum, embora amparado pelo Regimento Interno do Supremo. A
apuração tramita sob sigilo.
A
existência da investigação foi revelada inicialmente pelo portal Poder360 e
confirmada pela Agência Brasil. Segundo as informações divulgadas, a medida
ocorre após reportagens apontarem possíveis conexões entre familiares de
ministros do STF e o Banco Master, instituição financeira envolvida em um
escândalo de fraude e que já é alvo de investigação no âmbito da Suprema Corte.
Entre
os fatos revelados pela imprensa, consta a informação de que irmãos e primos do
ministro Dias Toffoli teriam negociado a venda de participação em um resort
localizado no Paraná a um fundo ligado ao empresário Fabiano Zettel. Zettel é
cunhado e sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Daniel
Vorcaro e Fabiano Zettel já foram alvos de mandados de busca e apreensão, além
de prisões temporárias, no inquérito que apura irregularidades envolvendo a
instituição financeira. Esse procedimento também tramita no STF, sob relatoria
do próprio ministro Dias Toffoli.
Outro
ponto que intensificou o debate público foi a revelação feita pelo jornal O
Globo, em dezembro, de que o escritório de advocacia administrado por Viviane
Barci — esposa do ministro Alexandre de Moraes — firmou um contrato de
aproximadamente R$ 129 milhões para prestar serviços jurídicos ao Banco Master,
antes da deflagração do escândalo de fraude financeira.
Diante das informações divulgadas pela imprensa, Moraes passou a levantar a suspeita de que dados fiscais sigilosos de ministros do STF possam ter sido vazados a partir de estruturas internas do Coaf ou da Receita Federal, motivando a abertura do novo inquérito. Com informações da Agência Brasil.
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