quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Ratinho Jr. admite disputar Presidência em 2026 pelo PSD e movimento pode redesenhar alianças nos estados

              O tabuleiro da sucessão presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos dentro do PSD. O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Jr., sinalizou publicamente que poderá entrar na disputa pelo Palácio do Planalto caso o partido decida, internamente, lançar seu nome como alternativa nacional. A declaração foi feita na quarta-feira (14), durante conversa com jornalistas em evento oficial no Palácio Iguaçu, sede do governo paranaense.

Ratinho Jr. adotou um discurso cauteloso, mas deixou claro que está disposto a assumir o desafio, desde que a decisão seja fruto de uma construção coletiva. Segundo ele, a definição do candidato do PSD não deve se basear em projetos pessoais, mas na capacidade de apresentar um projeto político capaz de dialogar com o país e reduzir o clima de polarização.

“Mais do que nomes, é projeto. É quem vai ter a capacidade de liderar um novo projeto para o Brasil. Se meu nome for esse nome escolhido internamente, eu fico muito honrado e, obviamente, vou aceitar o desafio. Mas isso é algo que precisa ser construído dentro do partido”, afirmou o governador.

O discurso foi reforçado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que voltou a apontar Ratinho Jr. como o principal nome da sigla para a sucessão presidencial. Kassab, no entanto, ponderou que o partido também avalia outra alternativa: o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que se filiou ao PSD em maio de 2025 após deixar o PSDB.

A possível candidatura presidencial de Ratinho Jr. não tem impacto apenas no cenário nacional. Ela também provoca efeitos diretos nos estados, especialmente em Pernambuco, onde o PSD governa com Raquel Lyra à frente do Executivo estadual.

E como fica Raquel Lyra?

Caso o PSD confirme Ratinho Jr. como candidato ao Planalto, a governadora Raquel Lyra tende a ocupar papel estratégico na campanha presidencial no Nordeste. Como uma das principais lideranças do partido na região, ela passa a ser vista como aliada-chave na articulação política e eleitoral, sobretudo em um estado historicamente decisivo nas eleições nacionais.

No entanto, o movimento também impõe desafios. Raquel governa Pernambuco em um cenário político plural, com alianças que extrapolam o PSD. Um eventual alinhamento formal à candidatura de Ratinho Jr. exigirá equilíbrio para preservar sua base local, dialogar com forças que hoje orbitam o governo estadual e, ao mesmo tempo, se posicionar no debate nacional onde ela tenta colar sua imagem à Lula (PT).

Enquanto o PSD amadurece sua decisão, o movimento sinaliza que a eleição presidencial começa a se desenhar muito antes do calendário oficial, com reflexos diretos nos estados e na reorganização das forças políticas regionais. 

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