quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

PT Arcoverde denuncia descaso da Compesa e repudia ação policial contra moradores

             A crise no abastecimento de água em Arcoverde ganhou novos contornos políticos e sociais. Em nota pública contundente, a Direção Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) denunciou o que classificou como grave descaso da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) com a população do município e repudiou a ação policial considerada desproporcional contra moradores que protestavam pela falta de água, especialmente no bairro Maria de Fátima e em outras localidades da cidade.

Segundo o PT, a situação vivida pela população não pode ser tratada como um problema pontual ou meramente técnico. Para a legenda, o desabastecimento recorrente revela uma falha estrutural na política de saneamento público, que atinge de forma mais severa as comunidades mais vulneráveis.

“A falta de água em Arcoverde não é um problema isolado, mas o reflexo de um projeto que negligencia o saneamento público e castiga a população mais pobre. A água é um bem essencial à vida e um direito humano fundamental, não uma mercadoria”, diz trecho da nota.

O partido destacou que moradores do bairro Maria de Fátima e de outras áreas da cidade enfrentam o que chamou de “flagelo da sede”, enquanto o poder público e os órgãos responsáveis pelo abastecimento não apresentam soluções eficazes para o problema. A legenda cobra respostas imediatas da Compesa e do Governo do Estado para garantir o fornecimento regular de água à população.

Além das críticas à falta de abastecimento, o PT Arcoverde também manifestou total solidariedade aos moradores que foram às ruas para protestar. A legenda classificou as manifestações como um ato legítimo de resistência popular diante da ausência de respostas do Estado.

O ponto mais duro da nota foi direcionado à atuação da polícia durante os protestos. Para o partido, o uso da força contra manifestantes que reivindicavam um direito básico representa uma grave afronta à democracia.

“É estarrecedor que a resposta do Estado ao clamor popular tenha sido o uso da força. Ver trabalhadores e moradores comuns sendo arrastados e detidos por exercerem seu direito constitucional à manifestação é um ataque direto à democracia”, afirmou a direção municipal.

A nota conclui ressaltando que o acesso à água está diretamente ligado à dignidade humana e que a criminalização dos protestos revela a incapacidade do poder público de atender às necessidades básicas da população.

“A luta pela água é a luta pela dignidade. Tratar manifestantes como criminosos é a tática daqueles que não conseguem entregar o básico à população”, finaliza o documento.

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