terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Protesto por falta d’água termina em confusão no Residencial Maria de Fátima e ação policial, em Arcoverde

                 A crise no abastecimento de água em Arcoverde voltou a ganhar contornos dramáticos no final da tarde desta segunda-feira (5), quando moradores do Residencial Maria de Fátima, localizado às margens da PE-270, realizaram uma manifestação para denunciar a falta d’água que já dura mais de dois meses. O protesto, marcado pela queima de pneus e interdição parcial da rodovia, terminou em confusão, com denúncias de agressões, apreensão de um adolescente e condução de uma liderança comunitária à delegacia.

Segundo os moradores, apesar de as torneiras estarem secas há semanas, as contas continuam sendo emitidas regularmente, agravando a sensação de abandono e indignação da comunidade. O residencial possui cerca de 1.000 casas, onde vivem mais de 900 famílias, todas afetadas pelo abastecimento precário que, de acordo com os relatos, se arrasta há meses.

Durante a manifestação, moradores afirmaram que houve excesso por parte da Polícia Militar, com agressões físicas. Um adolescente foi apreendido e o presidente da associação de moradores, Rafael Alves, foi conduzido à delegacia. A Polícia Militar informou que a intervenção ocorreu após desacato por parte dos manifestantes.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter as chamas provocadas pela queima de pneus e realizou a limpeza da pista, liberando o tráfego na PE-270 após o encerramento do protesto.

Problema estrutural - O Residencial Maria de Fátima é abastecido pelo sistema da Adutora do Jatobá, que transporta água dos poços profundos de Ibimirim. Atualmente, o sistema opera de forma restrita devido a manutenções emergenciais de natureza eletromecânica. Segundo a Compesa, dois dos quatro poços estão em manutenção, enquanto um terceiro funciona com redução aproximada de 30% da vazão.

Outro fator que impacta o abastecimento é o fato de parte da água da adutora também ser destinada ao município de Sertânia, o que diminui ainda mais o volume disponível para Arcoverde.

De acordo com a Compesa, devido à complexidade dos serviços, a previsão é de que as manutenções sejam concluídas até o final do mês, com normalização gradual do abastecimento. Até lá, porém, a população do Residencial Maria de Fátima segue enfrentando um cenário de incerteza, dificuldades e revolta diante da falta de um serviço essencial.

Durante a execução dos serviços, a Compesa diz que está realizando o abastecimento alternativo por meio de caminhões-pipa, com prioridade para situações essenciais. As solicitações podem ser realizadas pelo telefone 0800 081 0195 ou diretamente nas lojas de atendimento da Companhia. O problema é que toda as casas vivem situações essenciais e nada de água.

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