Segundo
os moradores, apesar de as torneiras estarem secas há semanas, as contas
continuam sendo emitidas regularmente, agravando a sensação de abandono e
indignação da comunidade. O residencial possui cerca de 1.000 casas, onde vivem
mais de 900 famílias, todas afetadas pelo abastecimento precário que, de acordo
com os relatos, se arrasta há meses.
Durante
a manifestação, moradores afirmaram que houve excesso por parte da Polícia
Militar, com agressões físicas. Um adolescente foi apreendido e o presidente da
associação de moradores, Rafael Alves, foi conduzido à delegacia. A Polícia
Militar informou que a intervenção ocorreu após desacato por parte dos
manifestantes.
O
Corpo de Bombeiros foi acionado para conter as chamas provocadas pela queima de
pneus e realizou a limpeza da pista, liberando o tráfego na PE-270 após o
encerramento do protesto.
Problema
estrutural - O
Residencial Maria de Fátima é abastecido pelo sistema da Adutora do Jatobá, que
transporta água dos poços profundos de Ibimirim. Atualmente, o sistema opera de
forma restrita devido a manutenções emergenciais de natureza eletromecânica.
Segundo a Compesa, dois dos quatro poços estão em manutenção, enquanto um
terceiro funciona com redução aproximada de 30% da vazão.
Outro
fator que impacta o abastecimento é o fato de parte da água da adutora também
ser destinada ao município de Sertânia, o que diminui ainda mais o volume
disponível para Arcoverde.
De
acordo com a Compesa, devido à complexidade dos serviços, a previsão é de que
as manutenções sejam concluídas até o final do mês, com normalização gradual do
abastecimento. Até lá, porém, a população do Residencial Maria de Fátima segue
enfrentando um cenário de incerteza, dificuldades e revolta diante da falta de
um serviço essencial.
Durante
a execução dos serviços, a Compesa diz que está realizando o abastecimento
alternativo por meio de caminhões-pipa, com prioridade para situações
essenciais. As solicitações podem ser realizadas pelo telefone 0800 081 0195 ou
diretamente nas lojas de atendimento da Companhia. O problema é que toda as
casas vivem situações essenciais e nada de água.
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