domingo, 18 de janeiro de 2026

Ministro do TCU entra no centro de polêmica após contratação da esposa como funcionária fantasma

              A contratação e a atuação funcional de Thallys Mendes dos Santos de Jesus, esposa do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus, passaram a ser alvo de questionamentos após documentos oficiais revelarem que ela teve sua frequência integralmente validada na Câmara dos Deputados, apesar de não exercer atividades regulares no gabinete em que estava lotada.

Segundo informações obtidas pela coluna do jornalista Tácio Lorran, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), Thallys foi nomeada secretária parlamentar no gabinete do deputado federal Gabriel Mota (Republicanos-RR), suplente de seu marido, logo após Jhonatan de Jesus deixar a Câmara para assumir o cargo de ministro do TCU, no início de 2023.

Os registros mostram que, durante todo o período em que esteve empregada, as folhas de ponto da servidora foram atestadas mensalmente pelo parlamentar, sem qualquer anotação de faltas, atrasos, licenças ou afastamentos. O salário pago à esposa do ministro era de R$ 12.139,40.

Apesar da frequência formalmente validada, servidores que atuavam no gabinete afirmaram não conhecer Thallys Jesus, o que reforça a suspeita de que ela não comparecia ao local de trabalho. À época da contratação, a esposa do ministro cursava medicina em período integral, com aulas em horário diurno, o que levantou ainda mais dúvidas sobre a compatibilidade entre a rotina acadêmica e o cargo na Câmara.

Procurado, o deputado Gabriel Mota declarou que a servidora desempenhava atividades externas, acompanhando-o em agendas institucionais fora do Congresso Nacional, justificando assim sua ausência física no gabinete. O casal não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Thallys Jesus permaneceu no cargo entre março e agosto de 2023 e só foi exonerada após a repercussão do caso em reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Mesmo com o curto período de vínculo, ela chegou a receber um crachá funcional com validade prevista até janeiro de 2027.

Em nota, a Câmara dos Deputados informou que ainda não instaurou inquérito preliminar, sindicância ou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso envolvendo a esposa do ministro do TCU. 

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