quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Lula sanciona Orçamento de 2026 com veto a quase R$ 400 milhões em emendas

              O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou nesta quarta-feira (14) a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que define as receitas e fixa as despesas da União para o próximo exercício financeiro. A norma foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) e estabelece os principais parâmetros fiscais, sociais e econômicos do governo federal para o ano.

A proposta orçamentária havia sido aprovada pelo Congresso Nacional no fim de 2025, mas chegou à sanção presidencial com vetos. Alegando inconformidades legais, o Palácio do Planalto decidiu vetar dois dispositivos que somam quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares. Segundo o governo, os recursos foram incluídos durante a tramitação do texto e não constavam na programação originalmente enviada pelo Poder Executivo, o que contraria a Lei Complementar nº 210/2024, que regulamenta as emendas ao Orçamento.

Os vetos agora serão analisados por deputados e senadores, que poderão mantê-los ou derrubá-los em sessão do Congresso Nacional.

O Orçamento da União para 2026 está estimado em R$ 6,54 trilhões, com meta de superávit primário de R$ 34,2 bilhões, sinalizando a tentativa do governo de manter o equilíbrio fiscal. Um dos destaques é o reajuste do salário mínimo, que passa de R$ 1.518 para R$ 1.621.

Entre as áreas prioritárias, a Saúde contará com R$ 271,3 bilhões, enquanto a Educação terá R$ 233,7 bilhões em recursos previstos. Programas sociais também seguem como foco do orçamento. O Bolsa Família terá R$ 158,63 bilhões, enquanto o programa Pé-de-Meia, voltado ao incentivo financeiro de estudantes do Ensino Médio, contará com R$ 11,47 bilhões. Já o programa de subsídio ao botijão de gás para famílias de baixa renda terá previsão de R$ 4,7 bilhões.

O texto aprovado pelo Congresso prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares. Desse total, aproximadamente R$ 37,8 bilhões correspondem a emendas impositivas, de pagamento obrigatório. As emendas individuais de deputados e senadores somam R$ 26,6 bilhões, enquanto as emendas de bancada chegam a R$ 11,2 bilhões. Já as emendas de comissão, que não têm execução obrigatória, totalizam R$ 12,1 bilhões.

Além do veto aos quase R$ 400 milhões, há expectativa de que o governo federal edite novos atos normativos para possibilitar o remanejamento de cerca de R$ 11 bilhões em emendas parlamentares, redirecionando recursos para outras ações consideradas prioritárias pela equipe econômica. 

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